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Meninas também são feras no videogame

Caroline Ropero
Especial para o Diário
26/06/2011 | 07:03
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A indústria de games está cada vez mais a fim do público feminino. Prova disso é a quantidade de lançamentos durante a Electronic Entertainment Expo, conhecida como E3, que rolou em Los Angeles, no início do mês. Pudera, nos Estados Unidos, 45% dos jogadores são mulheres, segundo a Entertainment Software Association. No Brasil, a participação é bem menor, mas não deixa de indicar tendência.

As novidades apresentadas na feira devem chegar às lojas em breve para o delírio das gamer girls. Para as fãs do bigodudo da Nintendo foi divulgado o New Super Mario, para o novo Wii U, que chega em 2012. O console vem com controle em formato de tablet e tela sensível ao toque. Esta edição permite a participação simultânea de quatro jogadores que podem colaborar entre si. Outra novidade é a versão do come-come, o PacMan e Galaga Dimensions para 3DS, que não precisa de óculos para enxergar as três dimensões.

Quem evita academia mas quer perder uns quilinhos, a dica é o Dance Central 2, para Kinect. É preciso fazer passos de dança, dos mais simples aos mais difíceis para vencer. Não usa controle, é o corpo quem comanda as ações.

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A blogueira Renata Honorato, do The Game Girl, conferiu a feira norte-americana e acredita que Batman Arkham City, para Xbox 360, terá grande destaque no público feminino. "Apesar de ser uma trama de super-herói, várias mulheres com quem conversei gostaram muito e se divertiram com o jogo."

Renata lembra que as meninas brasileiras representam um público novo para as fábricas de jogos. A preferência delas é por games de fácil manejo e rápidos, que não sejam muito competitivos nem violentos e estejam inseridos em uma história. Os escolhidos, em geral, são de esportes, dança ou música, como Guitar Hero, que virou uma febre feminina.

Vitória Mucciareli, 13 anos, de Santo André, é uma das viciadas no jogo. "Tenho quase todas as versões. Quero o Playstation 3 para comprar o novo jogo da série." Além da batalha de guitarras, Vitória curte jogos de luta, como Tekken, e futebol. "É por influência do meu pai. Desde pequena, ele joga comigo, por isso cresci apaixonada por games."

 

Faz bem em pequenas doses - Todo mundo sabe que tudo em excesso faz mal. No entanto, pequenas doses de videogame podem fazer bem à saúde, principalmente se a brincadeira for ao lado do pai. Quem garante isso é uma pesquisa realizada por Laura Padilla-Walker, da Universidade de Brigham Young, nos Estados Unidos. O estudo mostra que garotas que passam um tempo ao lado do pai têm melhor comportamento, sentem-se mais ligadas à família, ficam menos agressivas e com menos chances de entrar em depressão. Com os meninos, isso não vale, pois passam muito mais tempo jogando sozinhos.

Outra pesquisa, desta vez da Universidade de Ghent, na Bélgica, indica que as meninas passam oito horas por semana no videogame, enquanto os meninos ficam 17 horas. Quando exageram nas doses diárias, a tendência é ir mal na escola, porque não dedicam tempo suficiente a outras atividades, como fazer a tarefa da escola. Entretanto, se o tempo for moderado, os jogos podem melhorar a condição motora, coordenação e percepção.

 

Mercado tem espaço feminino - As meninas também começam a incomodar nas áreas de produção. A profissionalização pode começar com os cursos de Ciência da Computação, Programação e Designer Gráfico, segundo Américo Amorim, vice-presidente da Associação Brasileira de Desenvolvedores de Jogos Eletrônicos. Há ainda o de Tecnologia em Jogos Digitais, na PUC, e o de Design de Games, na Anhembi Morumbi.

Flávia Gasi já trabalhou como editora da página de jogos da MTV e atualmente cuida do site GGBR. "Sempre fui fã de jogos de ação, aventura e RPG. Cresci jogando videogame. Hoje, é isso que faço da vida", conta a garota, que mesmo atuando na área não parou de estudar. Atualmente, faz mestrado em Comunicação e Semiótica, com o tema Passagens do Imaginário e dos Mitos nos Games.




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