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Momentos depois de o programa do horário eleitoral de televisão do presidenciável tucano apontar a Saúde Pública como um dos revezes do governo Lula, a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, argumentou ontem que o setor é hoje subfinanciado. Diante da falta de recursos, Dilma não descartou a criação de um tributo para financiar a Saúde, caso seja eleita.

A petista observou, no entanto, que essa questão é séria e complexa e precisa ser discutida com todos os brasileiros.

Para Dilma, o financiamento da Saúde está abaixo do necessário depois que o Congresso derrubou a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), responsável por arrecadação de R$ 40 bilhões ao ano, que era destinada ao setor.

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"Acho que tem um problema sério no Brasil: tem subfinanciamento da nossa Saúde. Ao tirarem a CPMF, nós perdemos R$ 40 bilhões. Não tem país nenhum do mundo que tenha um gasto tão baixo como o nosso. Tem de garantir dinheiro para Saúde, sim. Tem de abrir essa discussão com o País", afirmou Dilma. "Defendo essa discussão. Agora, se fosse fácil, já tinha acontecido", observou.

Ela garantiu que pretende resolver a questão caso seja eleita. "A Saúde é uma das políticas mais caras e que envolve grande complexidade. Tenho compromisso com essa questão. Se eu for eleita, eu vou de todas as formas deixar claríssimo qual é o problema da Saúde no Brasil. Acho que tem de ser mobilizada a população para a gente solucionar esse problema", disse a petista.

Dilma afirmou que a emenda constitucional número 29, que prevê aumento de recursos para a área, "quebra um monte de municípios, um monte de Estados". "Mas eu quero a emenda 29", garantiu.

A emenda à Constituição obriga Estados e municípios a aplicarem em Saúde 12% e 15%, respectivamente, de seus orçamentos. Já a União só não pode aplicar na área valor menor do que o do ano anterior, reajustado de acordo com a variação nominal do PIB (Produto Interno Bruto).




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