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Ex-PM é acusado pela morte de investigador em Sto.André

16/04/2010 | 08:02
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Polícia Civil de Santo André não tem dúvidas da participação do ex-soldado da Polícia Militar Jairo Ramos dos Santos, 40 anos, na morte do investigador do 4º Distrito Policial da cidade, Douglas Noaldo Yamashita, 29, assassinado na terça-feira em frente ao Clube Atlético Aramaçan, na Vila Pires.

Na tarde de ontem, Justiça atendeu pedido da polícia e decretou a prisão temporária de Jairo por dez dias. O suspeito continua internado no Hospital Geral Pirajussara, em Taboão da Serra, Grande São Paulo, escoltado por cerca de dez policiais.

O ex-policial militar foi expulso da corporação e tem passagem pela polícia por lesão corporal, homicídio e porte ilegal de arma, crime pelo qual era procurado pela Justiça depois de ter sido condenado.

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A certeza de que o Yamashita havia conseguido balear o assassino fez com que a polícia passasse a monitorar hospitais de toda Região Metropolitana. "Só ele (Santos) foi baleado naquele espaço de tempo. Em nenhum momento ele demonstrou indignação ao ser acusado do crime e nem deu justificativa para ter sido ferido a tiro. Sequer colaborou para ser identificado, já que não portava documentos no hospital", afirma o delegado do Setor de Homicídios de Santo André, Luiz José Polastre.

Outras evidências da participação de Santos na execução de Yamashita, segundo informa a polícia, são marcas que ele apresenta no corpo causadas possivelmente por um colete à prova de balas.

A Polícia Civil pediu exames periciais para confrontar o sangue encontrado no local do crime com o do ex-soldado e também teste resíduográfico para verificar se há resíduos de pólvora nas mãos do suspeito.

OUTROS PMS - A Polícia Civil também tem a certeza da participação de outro policial militar (que trabalharia na equipe do helicóptero Águia). Ele seria o motorista do Ford Fiesta prata que levou Jairo ao hospital de Taboão da Serra. As placas do veículo foram anotadas por um policial que estava de plantão na unidade de Saúde.

No fim da tarde de ontem, o proprietário do carro esteve no Setor de Homicídios e disse que, apesar do veículo estar em seu nome, o verdadeiro dono é seu cunhado, o policial militar do Águia.

Um outro ex-policial militar teria sido o responsável por buscar auxílio médico para Jairo, antes de ele ser levado para o hospital.

Diante das suspeitas, a Corregedoria da Polícia Militar colocou dois agentes à disposição da Polícia Civil para encontrar os envolvidos no crime.

O delegado seccional de Santo André, José Emílio Pescarmona, acredita que as investigações estão no rumo certo e podem levar à prisão de várias pessoas. "Queremos prender todos os envolvidos, inclusive os mandantes. Isso é coisa de crime organizado", avalia.

 Crime pode ter ligação com outros homicídios

A Polícia Civil também investiga a participação de Jairo Ramos dos Santos e dos dois suspeitos de o terem socorrido ao Hospital Geral Pirajussara, em outros dois crimes ocorridos no ano passado, envolvendo policiais do SIG (Serviço de Investigações Gerais), de Santo André.

Uma das vítimas foi o chefe dos investigadores, Ramiro Diniz Junior, executado com tiros de fuzil na Vila Curuçá, em agosto. O outro era José Carlos dos Santos, morto em março. Ambos trabalharam com Douglas Yamashita, executado na terça-feira. "Não descarto nada. Nem o envolvimento de outros policiais civis ou militares. Precisamos ter todas as provas para concluirmos o caso. Pode ser que os motivos para os crimes sejam os mesmo, mas com executores diferentes", afirma o delegado seccional de Santo André, José Emílio Pescarmona.

"A arma dos dois primeiros crimes (fuzil) é diferente da utilizada no último (pistola 7.65) e aqueles executores pareciam mais preparados", afirma o delegado do Setor de Homicídios, Luiz José Polastre.




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