O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), falou nesta sexta-feira, pela primeira vez, como pré-candidato à Presidência da República. Em entrevista à TV Bandeirantes, divulgada hoje, no dia do seu aniversário, o governador confirmou que, no começo de abril, sua candidatura deve ser anunciada oficialmente.
Serra também aproveitou para negar as acusações de que tenha levado muito tempo para lançar seu nome. "Não estou demorando para lançar campanha, porque, se lançar antes, aí prejudica o trabalho como governador em um Estado grande, e complicado", declarou. "Eu acho que campanha eleitoral só acelera depois da Copa do Mundo", completou.
Em relação à escolha do vice, Serra disse que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves - cotado para assumir a vaga - "é um companheiro de partido" e que os dois irão seguir juntos. No entanto, a escolha do posto, segundo o tucano, se dará mais adiante, a partir de maio.
Em relação ao crescimento de sua principal adversária, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), ele disse que isso se deve à sua exposição na mídia. Já quanto ao último levantamento CNI/Ibope, que mostra que encurtou para cinco pontos a diferença entre a petista e o tucano, Serra também desconversou, afirmando que pesquisa é uma "fotografia do momento".
O pré-candidato tucano afirmou que a população vai escolher para presidentes "quem é melhor", em uma estratégia de comparar seus feitos com os de Dilma.
"A população vai escolher em torno de como são os candidatos. Quem é mais capaz de garantir as coisas boas e enfrentar os problemas. Pesam as ideias, as propostas e o passado, o que cada um fez", disse.
Serra terá de deixar o governo de São Paulo até o dia 3 de abril, prazo-limite para se desincompatibilizar e assim concorrer à Presidência.