Diário do Grande ABC

SETECIDADES


quinta-feira, 18 de março de 2010 7:55

Deficientes reclamam de falta de transporte especial na região

Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

5 comentário(s)

Deficientes que dependem de veículos da Prefeitura de São Bernardo e Santo André para se locomover encontram dificuldades. Por conta da ausência do transporte neste mês, cidadãos que dependem do benefício para realizar tratamento médico acabam prejudicados.

Morador de São Bernardo, Vanderlei Ferreira de Lima, 43 anos, tem distrofia muscular e conta que o problema surgiu há três semanas para ele. "A desculpa dada foi que motorista estava de férias, depois, que os veículos estavam quebrados", explica o habitante do Jardim das Esmeraldas, que faz fisioterapia na UniBan (Universidade Bandeirante), desde 2002.

Lima disse que conta com a ajuda de um amigo. "Ele vem do bairro Alvarenga me buscar duas vezes por semana. Mas me avisou que nos próximos dias por conta do trabalho pode ficar difícil", disse o deficiente, contando que já tentou pegar ônibus sozinho, mas teve dificuldade. "Pensam que sou cidadão comum, porque não aparento ter nada, e não colaboram."

A dona de casa Marlene Souza dos Santos, 42, não tem quem a ajude a levar o filho com paralisia cerebral ao tratamento, na Umesp (Universidade Metodista de São Paulo. "Desde o dia 9 meu filho não tem ido na fisioterapia. Não tenho carro e nem condições de pagar um táxi. A universidade disse que preciso dar um jeito de ir para não perder a vaga", relata a moradora do Jardim Calux.

A Prefeitura informou que possui 18 veículos e, em razão da quebra de alguns, que encontram-se na oficina da Secretaria de Serviços Urbanos, o transporte vem sofrendo interrupção há cerca de três semanas. A administração disse que quando o transporte não pode ser realizado, os usuários são avisados por telefone com antecedência.

Em Santo André, a dona de casa Áurea Batista de Souza, 52, contou que a filha cadeirante, Isadora, de 10 anos, ainda não foi à escola neste ano. "As aulas começaram dia 3 de fevereiro, e a van não aparece. Têm vezes que ficamos no portão esperando e nada. Hoje (ontem) é que a van apareceu para levá-la no centro neurológico Casa da Esperança para fazer o tratamento." A Prefeitura alegou que que não ter conhecimento das reclamações desse bairro, mas vai apurar.




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Comentários

Elisiane alves barcellos

05/04/2010 às 13:04

moro em santa cruz,na av. joão XXIII ; Aqui não tem ônibus para cadeirante com frequencia é bem raro passar,e nos precisamos muito, eu e meu irmão temos distrofia muscular progressiva ,mais também tem outros deficients em nosso bairro

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FRANCISCO

19/03/2010 5:35

olha e uma vergonha moro e sbc e sei como funciona , tive que ir em diadema esta semana e uma mae c/ sua filha deficiente teve que entrar c/ ajuda dos passageiros pela porta de tras de um micro onibus velho , uma falta de respito muito grande .

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Eduardo

18/03/2010 às 15:32

Em relação a Santo André, isso deve ser investigado, pois a cidade tem frota especifíca para esta finalidade. Não se justifica a falha nesse tipo de transporte, que devem contar sempre com veículos reservas (25% da frota) e agendamento dos atendimentos previamente marcado. Cruel e desumano para mãe e filha esse descaso

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ALEXSANDER

18/03/2010 14:25

Nao esquenta nao gordinha eles pedem um carro particular com motorista pra eles e pronto

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GORDINHA

18/03/2010 às 10:07

SABE PORQUE ISSO ACONTECE,POR NAO SER UM FAMILIAR DELES QUE NECESSITEM DO TRANSPORTE,O DESCASO PERMANECERA POR MUITO TEMPO,AFINAL NADA É SURPRESA PORQUE O DESCASO COM A SAÚDE PUBLICA É UMA VERGONHA NACIONAL,SENHORES GOVERNANTES ACORDEM,AMANHA PODERÁ SER UM DE VC QUE VENHA Á PRECISAR E AI????????????

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