Setecidades

Motorista cobra da Ecovias ações contra congestionamentos


Acostumados a ver pela TV ou a enfrentar horas em intermináveis congestionamentos nas rodovias do SAI (Sistema Achieta-Imigrantes) na ida e volta do Litoral, motoristas ouvidos ontem pela equipe do Diário cobram providências da concessionária responsável pelas estradas, a Ecovias, para acabar com o calvário, que historicamente ocorre em fins de semana e feriados polongados, como este do Carnaval. Para eles, é inadmissível que sejam submetidos a ficar longas horas praticamente parados no trânsito em rodovias que cobram R$ 27,40 pelo pedágio, valor nominal mais alto do País.

Apontaram ainda outros problemas, como telefones de emergência quebrados, desníveis e buracos no asfalto e sinalização horizontal precária. No entanto, são unânimes em afirmar que são mesmo os congestionamentos que trazem as maiores dificuldades, principalmente para quem tem filhos pequenos. Não por acaso, famílias dizem ter adotado algumas medidas para tentar fugir do anda e para, que ontem por volta das 11h já começava a incomodar turistas que rumavam para a Baixada Santista para passar o Carnaval.

Caso da auxiliar administrativo Daniela Amaral Muniz, 45 anos, moradora de Ribeirão Preto, cidade do Interior distante cerca de 320 quilômetros da Capital, que adotou como saída para escapar dos congestionamentos nas rodovias: faltar no trabalho. Ela usou a estratégia ontem, mas ainda assim já enfrentava trânsito nas proximidades da interligação da Anchieta com a Imigrantes, por volta das 10h30. “Saímos de Ribeirão Preto cedo com destino a Santos. Não quero sofrer, ainda mais com criança no carro”, disse ela, que tem um filho de 2 anos.

Assim como ela, Veraldo Cestari e família, de Americana, também estavam parados em área de descanso da Imigrantes. Comerciante, ele também mudou a rotina para fugir do trânsito pesado.

Morador de São Bernardo, o analista de sistemas Sérgio Luís de Oliveira, 51 anos, planejou a saída para Bertioga ontem, a partir das 9h, pois acreditava que seria o melhor jeito de fugir dos congestionamentos. “O nosso histórico para viagens à praia é sempre com muito trânsito, de quatro a seis horas. Diante disso, o preço que pagamos pelo pedágio é um absurdo”, reclamou.

OUTROS PROBLEMAS
O caminhoneiro Vagner Vieira, 40, é outro que reclamou dos transtornos causados pelo trânsito intenso, mas apontou também problemas na sinalização, principalmente nos trechos de interligação da Imigrantes com o Rodoanel, que o levou a errar o trajeto. “O retorno é longe e fui obrigado a pagar pedágio de novo. Estava de caminhão com três eixos e gastei mais de R$ 100 de pedágio.”

A atuação de ambulantes – proibida pela lei estadual 7.452, de 26 de julho de 1991 – foi flagrada novamente ontem pela equipe do Diário nas proximidades das praças de pedágio. Na Imigrantes, o comércio ocorria a menos de 100 metros de uma viatura da Polícia Rodoviária.
 

Comentários


Veja Também


Voltar