Setecidades

A indústria diademense


Diadema possuía, em 1964, apenas oito indústrias em funcionamento regular; nove anos depois, em 1973, o seu parque industrial reunia 305, com outras 201 em processo de instalação.
Cf. Diário, ‘Diadema ostenta potência fabril’, 30-3-1973.

Finalizamos a Semana Diadema 2017, em pleno janeiro de 2018, com um ensaio: a indústria na cidade. Trabalho coletivo da Memória oficial de Diadema, nos seus vários setores, do Centro de Memória à Divisão de Cadastro e Banco de Dados, passando pelo Condepap (Conselho Municipal de Proteção e Patrimônio Histórico, Documental, Artístico e Cultural de Diadema), alicerçado no livro Diadema Caminhos e Lugares (acervo CMD/PMD).

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Muito provavelmente, no dezembro que virá, em mais um aniversário oficial da cidade, teremos este ensaio ampliado e mostrado pela nossa orientadora na próxima Semana Diadema, a arquiteta Loli Gagliardi.

A indústria diademense passa pelo extrativo e artesanal. O extrativo representado pela lenha, carvão e madeira. Lenha (vendida em forma de feixes – ou mucutas) e carvão que alimentava o crescimento urbano da Capital; madeira que estimulou a indústria moveleira da vizinha São Bernardo no início do século 20.

Em termos de indústria moderna, ganham dimensão em Diadema plantas como as que se seguem:
Inbra. Unidade química. Fundada em 1939 em São Paulo, com uma unidade em Diadema inaugurada na década de 1950. Apontada como a primeira grande indústria da cidade.

Metagal. Antiga Metalúrgica Gordon. Fundada em 1935 em São Paulo por Roberto Gordon. Veio para Diadema em 1961, com o início da fabricação de acessórios para automóveis.

Prensas Schuller. Antiga Tratores Fendt. O nome reporta-se ao pioneiro Louis Schuller, industrial europeu do século 19. A unidade Schuller veio para Diadema em 1965, atraída pela indústria automobilística. Suas prensas são exportadas para várias partes do mundo.

Uniforja. Fundada em 1954 com o nome de Alpaca, inicialmente atuando na área química. Em 1967 passa a produzir conexões de aço forjado e tubulações para instalações industriais, adotando o nome Conforja. A atual razão social – Uniforja, de 1998 – é fruto de um conjunto de cooperativas de trabalhadores que assumiram o comando da indústria. Parte do seu imóvel foi adquirida pela Universidade Federal de São Paulo.

NOTAS

Na reportagem do Diário de 1973 são citadas, também, indústrias como a Resil, Hobjeto, Ito e Kubota.

Perfumes, cosméticos e alta tecnologia: o futuro de Diadema passa por esses setores.

Nosso correspondente na Vila São José

Hoje é o aniversário de José dos Reis Almendra. Ele nasceu na Rua Lourdes, Vila São José, em São Caetano, em 3 de janeiro de 1955. Cresceu e vive até hoje na Vila São José. É um leitor e colaborador assíduo desta página Memória.

Já os Almendra formam uma das mais antigas famílias da Vila São José.

Religioso, José Almendra envia orações e estampas de santos. “Eu frequentei o Grupo Escolar Senador Roberto Simonsen e a Escola Estadual Maria Trujilo Torlone, de 1962 a 1977, e também a escola da vida”, escreve Almendra em sua mais recente correspondência.

E também deixa uma mensagem: “Deus abençoe a todos os jornalistas e jornaleiros”. Ao que respondemos: amém.

Diário há 30 anos
Domingo, 3 de janeiro de 1988 – ano 30, edição 6640
Manchete – De surpresa, é iniciada a demolição do Cine-Teatro Carlos Gomes, que começa a perder sua fachada.
Santo André – Marginal ao Córrego do Cemitério cortará fundos de vales e ligará o Paço até a avenida do INPS e daí a São Caetano.
São Bernardo – Muitos afogamentos no Estoril.
São Caetano – Rombo do caso DAE é de 124 milhões de cruzados.

Hoje
Dia do Juiz de Menores. Lembra a morte do promotor, advogado e professor José Cândido de Albuquerque Mello Mattos. Ele foi o primeiro juiz de menores da América Latina. Faleceu em 3 de janeiro de 1934.

Santos do dia
Antero
Santa Genoveva
Cirino
Florêncio

Em 3 de janeiro de...
1558 – O Brasil ganha um novo governador-geral, Mem de Sá.
1918 – Antonio Pereira de Figueiredo muda de Ribeirão Pires para São Paulo. Na impossibilidade de avisar a todos os conhecidos, publica anúncio nos jornais informando seu novo endereço: Rua João Boemer, 291.
As negociações da paz. Do noticiário do Estadão: exposição das condições alemãs ao conselho de operários e soldados.
No Rio de Janeiro, o chefe da polícia, Aurelino Leal, faz afixar nas ruas o seguinte boletim: “Ao povo. O governo pede a maior calma diante do novo atentado praticado pelo inimigo e de que foi vítima o navio Taquary”.
1938 – Estado Novo cria o programa de rádio “A Hora do Brasil”, que ainda existe, com o nome de “A Voz do Brasil”, de transmissão obrigatória.
1968 – A Prefeitura de São Bernardo conclui a construção do prédio do Almoxarifado Central, entre as Avenidas Kennedy e Senador Vergueiro
1973 – Passagens da empresa de ônibus Viripisa reduzidas de 80 para 50 centavos.
Volkswagen brasileira deixa de exportar para a Europa.
Zanetti (ex-Saad) assina contrato com o Santo André.
1983 – TV Globo lança o noticioso “Bom Dia Brasil”.

Municípios brasileiros
Aniversariam em 3 de janeiro:
No Ceará, Jardim. Elevado a município em 3 de janeiro de 1816, quando se separa de Crato. Há indícios de que as terras onde se encontra o município foram habitadas, primitivamente, por índios da nação Cariri, encontrados em todo o vale desse mesmo nome.
No Pará, Ananindeua.
Fonte: IBGE 

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