Cultura & Lazer

Blitz celebra 35 anos de vida


 Nos anos 1980 a banda Blitz, capitaneada por Evandro Mesquita, tomou conta dos alto-falantes de diversas casas e carros do País, principalmente do Rio de Janeiro e São Paulo, com temas como Você Não Soube Me Amar e A Dois Passos do Paraíso. O sucesso era tanto que o grupo fez parte do cast de artistas da primeira edição do Rock In Rio, em 1985.

O tempo passou e o grupo segue em pé, ativo, e completa 35 anos de vida. E para celebrar lança o DVD Blitz no Circo Voador (Deck e Canal Brasil, R$ 39,90, em média), quarto da carreira, resultado de registro feito em abril, na famosa casa de shows carioca.
Evandro Mesquita conta ao Diário que a Blitz nasceu nesse palco, com sua origem no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone. Ali apareceram também nomes como Barão Vermelho e outras bandas que buscavam ter um espaço no cenário cultural brasileiro. “Foi um lugar de resistência e fundamental, por isso queríamos voltar a esse palco e gravar um DVD lá.”

Além de Evandro Mesquita, (voz, guitarra e violão), a Blitz conta há pelo menos 12 anos com Billy Forghieri (teclados), Juba (bateria), Rogério Meanda (guitarra), Cláudia Niemeyer (contrabaixo), Andréa Coutinho (voz de apoio) e Nicole Cyrne (voz de apoio). O show conta ainda com participações especiais de Afroreggae e de músicos como Alice Caymmi, George Israel e Milton Guedes.
Como é de costume em sua receita sonora, o grupo segue promovendo misturas, como rock, pop, funk, reggae, samba e blues. “A Blitz sempre foi influenciada por bandas lá de fora e os grandes nomes daqui. E acaba saindo um som com personalidade própria com essa mistura de informações”, diz Evandro.

O artista explica que, para este espetáculo, o grupo teve de fazer muito ensaio, além do “envolvimento emocional de todos”. Entre as canções escolhidas para o repertório estão a clássica Betty Frígida, Você Não Soube Me Amar e A Dois Passos do Paraíso.
Mas mesmo com faixas já conhecidas, a banda optou por focar nas músicas mais novas, do último disco de estúdio, Aventuras II. Entre elas estão Baile Quente e O Último Cigarro, entre outras. Evandro conta que nos anos 1980 era dificílimo também emplacar hits. “A gente sempre caminhou à margem do sistema e falando para um público ávido por novas informações.”

Evandro lembra que, mesmo com clima de festa, há sim espaço para críticas na música da Blitz. “Falamos de coisas sérias, mas com humor e amor. Não de uma maneira panfletária nem didática, mas colocando questões e observações sobre o mundo nas nossas canções.”
Quando a Blitz surgiu, muitos disseram que seria banda de uma música só e de apenas um verão. Mas o artista diz que “os verões continuam quentes e a gente, fervendo de ideias e energias”. Fato é que 35 anos se passaram e, para o músico, ser indicado ao Grammy (Latino) e ainda contar com fãs que se emocionam é razão para agradecer. “Isso mantém a gente vivo e com prazer de estar na estrada. Enquanto houver bambu tem festa e tem flecha.”

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