Internacional

Petróleo fecha em alta apoiado por tensões geopolíticas no Oriente Médio


Os contratos do petróleo fecharam em alta hoje, apoiados por tensões geopolíticas no Oriente Médio, a ameaça de uma greve de trabalhadores do setor na Nigéria e dados mostrando aumento das importações chinesas da commodity.

Em Nova York, o petróleo WTI para janeiro subiu US$ 0,67 (1,18%) e fechou a US$ 57,36 por barril. Já na ICE, em Londres, o Brent para fevereiro avançou US$ 1,20 (1,92%) e fechou a US$ 63,40 por barril.

Os preços ganharam um impulso com uma ameaça de greve entre trabalhadores nigerianos, que "provocaram temores de interrupção da oferta", disse Lukman Otunuga, da FXTM. Além disso, as tensões aumentaram no Oriente Médio depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidir reconhecer Jerusalém como capital israelense, e da morte do ex-presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh.

"A especulação de que pode haver alguns problemas na região", que levem a interrupção da região apoiou os preços do petróleo, de acordo com Ehsan Ul-Haq, da Resource Economist.

Os preços também foram impulsionados por dados que mostraram que a importação de petróleo bruto pela China em novembro subiu para 9 milhões de barris por dia, ante 7,3 milhões de barris por dia em outubro.

Durante os 11 primeiros meses do ano, as importações de petróleo da China subiram 12% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com uma análise do Commerzbank. "Como consequência, a China vai superar os EUA como maior importador de petróleo do mundo neste ano", disseram os analistas.

No entanto, "com os dados recentes mostrando um aumento inesperadamente alto dos estoques norte-americanos de produtos refinados na semana passada, or mercados de petróleo continuarão preocupados com os excedentes da oferta", disse Otunuga.

Mais cedo, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas em atividade nos EUA subiu 2 na semana, de 749 para 751, de acordo com a Baker Hughes. Esta é a terceira alta semanal consecutiva. (Matheus Maderal, com informações da Dow Jones Newswires - matheus.maderal@estadao.com)

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