Economia

CNC: conjuntura econômica amenizou impacto da crise política sobre confiança

A conjuntura econômica favorável amenizou o impacto da crise política sobre o humor dos empresários do comércio, avaliou a economista Izis Ferreira, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) subiu 0,3% em outubro ante setembro, alcançando 107,2 pontos, resultado acima da zona de indiferença (100 pontos).

Desde a divulgação em maio da delação do empresário Joesley Batista, um dos sócios do grupo de proteína animal JBS, a confiança registrou três meses de quedas, mas não chegou a descer abaixo dos 100 pontos.

"O que aconteceu foi um ajuste na confiança, mas o índice continua na zona otimista. O impacto da crise política não foi suficiente para trazer o índice abaixo da zona de indiferença", lembrou Izis Ferreira.

Na comparação com outubro do ano passado, o Icec teve alta de 10,3%. Segundo a economista da CNC, têm animado os empresários a queda na taxa de juros, o arrefecimento da inflação, o aumento na intenção de compras das famílias e a melhora do mercado de trabalho, com crescimento na geração líquida de postos de trabalho e alta no nível de renda, apesar da taxa de desemprego ainda elevada.

"Há todo um quadro mais favorável nos indicadores econômicos", apontou Izis. "E os empresários do comércio estão mais otimistas com as festas de fim de ano. O Natal de 2014 foi o último ano com aumento nas vendas. Em 2015 e 2016 as vendas caíram. Como neste ano é esperado aumento, isso está fazendo com que a confiança aumente", completou.

O subíndice que mede a avaliação das condições correntes pelo comerciante registrou queda de 0,6% na passagem de setembro para outubro. Em relação a outubro de 2016, porém, o item cresceu 34,7%, com melhora para a economia (48,3%), setor (35,6%) e empresa (25,9%).

O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio aumentou 0,3% em relação a setembro, para 150,3 pontos, o único subíndice do Icec acima da zona de indiferença. Na comparação com outubro de 2016 o avanço foi de 1,2%, com crescimentos nas perspectivas de curto prazo para o setor (1,5%) e para a própria empresa (2,0%). Já as expectativas para a economia tiveram ligeira piora de 0,2%.

Segundo a CNC, os preparativos para as festas de fim de ano impulsionaram o subíndice que mede as intenções de investimento do comércio. Houve elevação de 1,1% em outubro ante setembro. Na comparação com outubro do ano passado, o subíndice cresceu 9,7%, com incrementos tanto na intenção de contratar (8,7%) quanto na de investir no próprio negócio (18,2%) e em estoques (3,9%).

A CNC estima crescimento de 4,3% no volume de vendas do varejo no Natal de 2017, o primeiro aumento no período desde o Natal de 2014.


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