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Projeto ambiental recicla bitucas de cigarro e transforma lixo em papel

 Em parceria com a iniciativa privada, a Prefeitura de Santo André inicia projeto para reciclagem de bitucas de cigarro. Os resíduos, coletados em dez lixeiras instaladas no entorno do Paço Municipal, serão transformados em papel. A ação funcionará durante três meses em fase piloto com expectativa de ser ampliada para outras áreas da cidade, como é o caso do calçadão da Coronel Oliveira Lima, no Centro.

A expectativa é a de que sejam recolhidos de dois a três quilos de bitucas por mês nos equipamentos instalados, destaca o diretor comercial da Poiato Recicla, empresa responsável pelo serviço, Marcos Poiato. “Isso porque aqui é um local itinerante. Quem mais vai utilizar é o público fixo, que é composto pelos funcionários que precisam sair dos prédios para fumar”, disse.

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Todo o material descartado será recolhido pela empresa e levado para a usina de reciclagem de cigarros, em Votorantim. As bitucas passam por um processo químico de cerca de cinco horas de cozimento, onde os resíduos tóxicos são retirados e a celulose é transformada em uma massa de papel.

O serviço, que inclui a coleta do material, processamento e atividades como palestras sobre a questão da educação ambiental para os funcionários da administração municipal, vai ser todo ofertado pela empresa. Conforme o diretor, ainda não há estimativa de quanto deve ser investido na operação, que não trará custos aos cofres públicos.

“Queremos expandir para outros pontos, já estamos conversando sobre a Coronel Oliveira Lima, que na questão da varrição se vê grande quantidade de bitucas. E também nos demais corredores comerciais, que é onde tem mais esse material. O problema é que as pessoas não enxergam como um lixo e jogam naturalmente no chão”, afirmou o prefeito Paulo Serra (PSDB).

Para que uma folha de papel tamanho A4 seja produzida, são necessárias de 35 a 50 bitucas de cigarro. Caso a cidade produza três quilos, serão cerca de 7.500 unidades por mês.

A empresa já tem parceria com unidades do Sesi-SP (Serviço Social da Indústria de São Paulo). “Esse papel pode ser transformado em capa de caderno e chaveiro. Vamos identificar algumas instituições da região que possam trabalhar com o material na inclusão social com jovens ou terceira idade, por exemplo”, afirmou Poiato.

A Prefeitura de Santo André é a primeira da região a receber o projeto. No entanto, a empresa está em tratativas avançadas com São Caetano e também mantém diálogo com São Bernardo.

 


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