Política

Capacidade máxima

Gente de mais e espaço de menos. Essa é a realidade de quatro cidades do Grande ABC, Diadema, Santo André, Mauá e São Bernardo. Elas figuram com destaque entre aquelas que possuem o maior número de pessoas por metro quadrado no País.
Diadema aparece em primeiro lugar entre os municípios com mais de 200 mil habitantes e em segundo no geral, com 13.875 moradores a cada 1.000 m², seguido por Santo André (8.646), Mauá (8.173) e São Bernardo (7.649).
O estudo, divulgado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), comprova aquilo que vivenciamos todos os dias: superlotação em serviços de Saúde, Educação, trânsito travado, transporte público lotado, entre outros problemas que se tornaram corriqueiros e, muitas vezes, nem recebem a atenção devida.
Até porque, geralmente, as maiores concentrações estão em áreas de periferia e, por isso mesmo, mais desassistidas por parte do poder público e sujeitas a riscos como desabamentos ou enchentes.
As causas do adensamento também não são desconhecidas. A oferta de emprego gerada pela industrialização em tempos passados foi o grande atrativo para que pessoas de todas as partes do País se sentissem atraídas pela região e aqui fixassem residência. Tal movimentação passou quase que desapercebida pelas autoridades, que hoje não podem ignorar tais aglomerações e têm como dever criar condições para que possam viver bem, com Saúde, Educação e Cultura. É questão de cidadania cuidar de todos aqueles que habitam o Grande ABC, independentemente da área em que estão localizadas as suas residências.
Nos últimos dias temos visto algumas iniciativas, como a central de monitoramento de emergências, que deverá ser implantada pelo Consórcio Intermunicipal até o fim do ano. Esperamos que tais projetos se multipliquem e que avancem do campo das boas ideas para o das realizações. O mais rápido possível, pois o tempo urge. 

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