Política

Preservar é preciso

É questionável, para dizer o mínimo, a atitude de atacar estátuas e outros bens, públicos e particulares, danificando-os seja por diversão ou qualquer outro motivo. A ação impensada dessas pessoas resulta em prejuízos aos cofres municipais e também para aqueles moradores que precisam investir recursos próprios na recuperação do que foi estragado.
Diadema se juntou a São Bernardo e Ribeirão Pires no grupo das cidades do Grande ABC que sancionaram leis de combate aos pichadores. Estabeleceu multa de R$ 5.054 para aqueles que forem pegos em flagrante danificando edificações públicas ou suas fachadas, monumentos ou coisas tombadas e elementos do mobiliário urbano.
Mas será a multa o melhor instrumento para impedir a atuação desses vândalos? Difícil dizer, pois em São Bernardo, o primeiro município da região a adotar a punição financeira e onde o valor cobrado pode chegar a R$ 16.371,91, ocorreram 66 flagrantes de pichações neste ano, sendo 56 visualizadas pelo sistema de câmeras. Já em Santo André, que não tem multa, mas afirma ter intensificado a fiscalização, foram 26 autuações, uma em Mauá e nenhuma em Ribeirão Pires.
É certo que algo tem de ser feito para impedir o emporcalhamento de nossas cidades. Não podemos nos acostumar com a poluição visual e a destruição de obras artísticas, prédios públicos e privados. Temos todos de repudiar tais manifestações.
Entretanto, é necessário buscar ações eficientes que criem na população o sentimento de que a cidade lhes pertence e que o vandalismo nada mais é que uma mancha vergonhosa na paisagem urbana.
Essa é uma questão de cidadania. É imperativo punir aqueles que vilipendiam muros, casas e próprios municipais. Mas também atuar na prevenção, oferecendo iniciativas educacionais e culturais, que proporcionem aos munícipes, principalmente aos mais jovens, ter orgulho de onde moram e a vontade de preservar. Entretanto, com os exemplos que são dados por alguns que estão no poder, está bem difícil.  

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