Política

FHC extingue Sudan e Sudene, mas investigação continua

O presidente Fernando Henrique Cardoso assinou nesta quarta-feira Medida Provisória que extingue a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), e garantiu que as investigações sobre os escândalos envolvendo as instituições continuam. “Não há motivos para encobrir erros de quem quer que seja”, afirmou o presidente.

A medida estabelece também a criação de agências de desenvolvimento regional para substituir as duas autarquias. Ele explicou que o repasse passará a ser feito pelas agências e a fiscalização por órgãos externos a elas, como, por exemplo, o Banco do Nordeste e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Atualmente, o repasse e a fiscalização dos projetos são feitos pelos dois órgãos.

Segundo Fernando Henrique, a situação permanecerá assim até que sejam criadas, dentro do Ministério da Integração Nacional, instâncias próprias para fiscalizar o enviar dinheiro aos projetos.

Corrupção - O presidente ressaltou que acredita que as irregularidades diminuirão ou cessarão com a criação das agências. “A Sudam e a Sudene não serão substituídas em seu espírito, mas na captura para interesses que não são os reais”, disse em discurso antes de assinar a MP.

Fernando Henrique esclareceu que o governo tomou a decisão em razão das denúncias de corrupção reveladas pela imprensa. "O governo vê isso [a revelação] com bons olhos e não fará nada para encobrir", afirmou, referindo-se ao andamento das investigações.

Na Sudam, as fraudes detectadas somam quase R$ 2 bilhões, enquanto na Sudene, passam dos R$ 2,2 bilhões. O presidente do Congresso, senador Jader Barbalho (PMDB-PA), é acusado de envolvimento com integrantes de um grupo que desviou recursos da Sudam. A mulher do senador, Márcia Cristina Zahluth Centeno, é acusada de desviar R$ 9,6 milhões que teriam sido repassados para sua empresa Centeno & Moreira, um criadouro de rãs localizado no Pará.


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