Diário do Grande ABC

POLÍTICA


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 15:27

Senado arquiva projeto que taxa fortunas

Da Agência Brasil

2 comentário(s)

Os senadores da Comissão de Assuntos Econômicos enterraram nesta terça-feira o projeto que institui o IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas), terminando de vez com a possibilidade de criação do tributo. O IGF teria a tributação de 1% para fortunas acima de R$ 10 milhões, valor que seria ajustado anualmente conforme a inflação.

O valor da tributação foi considerado insignificante pelo relator Antônio Carlos Júnior (DEM-BA). Ele considerou que "apesar de louvável" por tentar promover distribuição de renda, o projeto de lei é um "retrocesso e não atingirá as metas imaginadas". O recente PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos) propõe a criação deste tributo recusado hoje pelo Senado.

Diante de argumentos de alguns senadores de que existem o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbana), o IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotivo) e o IBTI (Imposto sobre Transferência de Bens e Imóveis), que já tributam os bens de quem tem grandes fortunas, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) tentou defender o projeto do senador Paulo Paim (PT-RS).

"Os argumentos apresentados são todos considerados pelo autor do projeto, ao permitir que se abatam esses impostos (do pagamento do IGF)", disse Suplicy.

Mas a maioria presente na comissão se manteve contra e rejeitou o projeto. O senador Roberto Cavalcante (PRB-PB) alegou que diante das disparidades sociais do país, é difícil mensurar a riqueza.

"Quanto vale o metro quadro em Angra dos Reis (RJ) e no interior da Bahia? Não é possível auferir a riqueza num país de grandes contrastes sociais como o Brasil, e nesse ponto o projeto de lei é extremamente danoso ao país", alegou o senador.

Já o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) se posicionou contra a criação do imposto por considerar a carga tributária brasileira já muito alta. "O PSDB é radicalmente contra o aumento de carga tributária, e a sociedade não tolera mais qualquer tipo de aumento de tributação", afirmou o senador.

Segundo ele, esse assunto poderá ser retomado quando for discutida a reforma tributária e essa tarefa ficará para o presidente que assumir em 2011.

 




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Comentários

Iran Féllix

09/02/2010 às 16:01

Nenhum político a essa altura do campeonato vai dar um tiro no pé.Votar isso é como jogar um balde de lixo p/ cima e ficar embaixo esperando ele cair.Esses senadores não estão nem aí p/ projetos que não interessam a eles.E o governo muito menos porque precisa dos seus votos p/ aprovar seus projetos.Que absurdo.

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JOSE CARLOS

09/02/2010 15:55

Mais uma lambança!!!!Esses senadores fazem questão de serem odiados. No Brasil : 5% da população detem 95% da riqueza e 95% da população detem 5%.Quem vocês acham que deveria arcar com o impostos deste país.???

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