O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que continuará viajando até o final de março - quando integrantes do governo precisam se afastar para concorrer às eleições - e que não medirá esforços para eleger "sua sucessora", a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, escolhida por ele para se candidatar à Presidência em 2010.
"Vou continuar viajando até o dia 31 de dezembro à meia noite. A partir da meia noite começo a desligar os neurônios e pretendo passar para quem de direito e tenho convicção que vou fazer muita força para eleger minha sucessora. Aí sim, estarei tranquilo e não vou dar palpite porque vou deixar o governo com quem sabe jogar", disse Lula.
Para o presidente, as ações dos partidos de oposição ingressadas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra suas viagens para inauguração de obras são pretexto para a falta de discurso.
"Penso que quando um partido de oposição não tem o que propor e não tem discurso, fica difícil a situação deles, então eles tentam impedir que o outro time jogue. Nossos adversários estão com aquele time mais frágil que tenta parar (o adversário) fazendo falta", disse Lula em entrevista a rádios em Minas Gerais.
"Eles não têm como competir e tentar dizer que o presidente está viajando. Eles queriam que eu ficasse em Brasília? Tenho que ver as obras, que é o dinheiro do povo", completou o presidente, que hoje cumpre agenda com visitas a várias obras nos municípios mineiros de Teófilo Otoni e Governador Valadares.