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ECONOMIA


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 11:10

Indústria registrou em 2009 queda recorde de empregos, afirma pesquisa

Do Diário OnLine

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O emprego nas indústrias brasileiras encerrou 2009 com queda de 5,3%, na comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com o impacto da crise financeira internacional, o nível de ocupação registrou a maior retração desde o início da série histórica, em 2002.

Em dezembro, a indústria voltou a demitir após cinco meses seguidos de saldo positivo. O emprego no setor teve desaceleração de 0,6% na comparação com o penúltimo mês do ano, depois de acumular expansão de 2,8% entre julho e novembro. Em relação a dezembro de 2008, houve decréscimo de 2,7%. Contudo, o IBGE informou que o resultado de dezembro não alterou a trajetória ascendente do emprego, que cresceu 1,4% no quarto trimestre.

Na comparação anual, a redução no número de trabalhadores alcançou 11 das 14 áreas pesquisadas, com destaque para a região Sudeste (-3,1%), especialmente São Paulo (-2,1%) – influenciado por meios de transporte (-12,3%) e produtos de metal (-10,3%) – e Minas Gerais (-6,7%) – por conta de vestuário (-28,6%) e de metalurgia básica (-13,2%). Os únicos locais que ampliaram o contingente de trabalhadores foram a região Nordeste (0,4%), o Ceará (4,0%) e a Bahia (1,6%).

Na análise por setor, o número de demissões superou o de admissões em 11 dos 18 segmentos analisados, com influência de transportes (-8,4%). Entre os setores que apontaram taxas positivas, o destaque foi de papel e gráfica (8,5%).

No fechamento de 2009, apenas a indústria de papel e gráfica (7,2%) teve alta no nível de emprego. Entre as quedas, destacaram-se: meios de transporte (-9,8%), máquinas e equipamentos (-8,6%), vestuário (-7,9%), produtos de metal (-9,1%) e madeira (-16,8%). Na análise por região, a redução no número de trabalhadores no ano passado também foi generalizada, atingindo todos os locais pesquisados. O fechamento de vagas foi mais intenso em São Paulo (-4%) e em Minas Gerais (-8,5%).

Horas pagas e folha de pagamento – De acordo com o IBGE, o número de horas pagas caiu 0,1% em dezembro, relação a novembro, após seis elevações consecutivas (período em que acumulou ganhos de 3,3%). No fechamento do ano, a retração foi de 5,6%, a maior da série histórica do instituto.

Já a folha de pagamento recuou 3,7% no último mês do ano, na comparação com novembro. Com isso, a desaceleração em 2009 atingiu 2,8%.




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