O Ministério Público de São Paulo investiga a morte de bebês prematuros na Santa Casa de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo. Uma infecção hospitalar causou a morte de pelo menos quatro recém-nascidos, do total de oito óbitos ocorridos entre os dias 1 e 18 de novembro do ano passado.
Um laudo do Instituto Adolfo Lutz constatou a presença da bactéria Klebsiela no berçário. Além disso, agentes da Vigilância Sanitária detectarem a presença de insetos vivos e mortos sobre materiais hospitalares, móveis sujos, entre outros problemas. Segundo a Secretaria do Estado da Saúde, a unidade não cumpriu exigências de adequações como a instalação de ar condicionado, a contratação de profissionais e a instalação da maternidade em apenas um andar.
A Santa Casa já tinha sido fechada em novembro do ano passado, quando oito bebem morreram na UTI (Unidade de Tratamento Intensiva), seis deles vítimas de infecção hospitalar. Na ocasião, a unidade alegou superlotação.
A prefeitura da cidade deve destinar uma verba suplementar para o hospital. A previsão da administração é que o local volte a funcionar normalmente dentro de 60 dias.