As 1.873 famílias que moram nas regiões de risco serão prioridade, em São Bernardo, na implantação do programa de habitação "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal. Isso não significa, no entanto, que todas estas pessoas terão casas novas, porque há casos de menor risco no qual será possível manter a família no mesmo local de moradia, por meio de ações como contenção de encostas e construção de muros de arrimo.
Por outro lado, estão garantidas no programa as 164 famílias de moradias consideradas de risco máximo, cujas casas serão destruídas pela prefeitura, conforme anunciou o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, nesta sexta-feira.
Quem sonha em ter uma casa própria por meio do programa, mas não corre risco de perder sua residência, também pode ser contemplado, isto porque a previsão é de que o número de moradias exceda a quantidade necessária para alocar as pessoas que estão nas áreas de encostas.
O número total de moradores que serão incluídos no "Minha Casa" será determinado no final do primeiro semestre deste ano, quando deverá ser concluído o PMRR (Plano Municipal de Redução de Riscos), que tem como objetivo realizar o mapeamento das áreas com maior risco de deslizamentos na cidade.
"É por isso que ainda não lançamos o programa ‘Minha Casa, Minha Vida', em São Bernardo", explica Marinho.
Os recursos para esta ação já estão previstos na Orçamento da cidade, afirma a prefeitura.