Polêmica envolvendo a administração Oswaldo Dias (PT), empresa e rio não é novidade na cidade de Mauá. Em 2004, em sua segunda gestão à frente do Executivo, o petista vendeu para a Albertson do Brasil 26 metros de um córrego afluente do Tamanduateí - a extensão total do curso d'água é de três quilômetros.
A negociação transgrediu o artigo 180 da Constituição do Estado. Para tentar tornar a venda regular, Oswaldo sancionou a lei 3.584 um ano antes. Na prática, o político transformou um bem público, de uso comum da população, num produto vendável.
A irregularidade veio à tona em 2007, quando o então prefeito Leonel Damo, sucessor do petista, cancelou o negócio feito com a empresa Albertson, que pagou R$ 39 mil pelo pedaço do rio - R$ 5.000 no ato da assinatura do contrato e outras dez parcelas de R$ 3.400.
A empresa, que alegou embate político entre os adversários partidários para acabar com a transação, também teria canalizado o córrego de maneira ilegal, sem informar as autoridades locais, caracterizando crime ambiental. À época, a compradora argumentou que era de conhecimento de ambos os prefeitos que o rio já estava canalizado há mais de 20 anos e que a indústria apenas cobriu a área.