Um dos principais diretores da Nouvelle Vague, o cineasta francês Eric Rohmer, autor de cerca de 80 películas intimistas, morreu nesta segunda-feira, em Paris (França), aos 89 anos, informou Margaret Menegoz, da casa produtora Les Films du Losange.
Visto como o Marivaux ou o Musset do cinema francês, o cineasta assinou 24 longas-metragens em 50 anos, entre eles "O joelho de Claire", "O Raio Verde", e "A Marquesa de O".
Sua longa filmografia marcou o cinema europeu e mundial, revelando numerosos atores da nova geração, como Arielle Dombasle, Pascal Greggory e Fabrice Luchini.
O cineasta foi contemporâneo de Jean-Luc Godard, Jacques Rivette, François Truffaut, e Claude Chabrol na revista Cahiers du cinéma, da qual Rohmer foi editor de 1957 a 1963.
Durante toda a sua trajetória no cinema, marcada por algumas sagas, Rohmer explorou o sentimento amoroso, os devaneios, o desamor, o flerte, em filmes onde as conversas sobre temas banais e cotidianos tiveram um papel de protagonista.
Seu verdadeiro nome era Jean-Marie Maurice Schérer, tendo nascido em Tulle, Corrèze (centro da França) no dia 4 de abril de 1920.