Alguns funcionários do Centro Universitário Fundação Santo André reclamam serem vítimas de perseguição do atual reitor Oduvaldo Cacalano - que não foi o candidato mais bem votado entre a categoria - no processo eleitoral que pode mantê-lo ou não na reitoria.
Apesar de ter a preferência dos professores e alunos, conforme mostrou o resultado das urnas na consulta acadêmica, Cacalano não é unanimidade entre os funcionários. Ele recebeu 25% dos votos válidos, 29 em números absolutos. Seu principal adversário, Iberê Luiz di Tizio, teve mais que o dobro da sua votação: 64, o equivalente a 55%.
A participação da classe, no entanto, tem a menor representatividade dentro do pleito. Enquanto os votos do corpo docente têm peso sete, e dos alunos, dois, os dos funcionários vale apenas um.
A disparidade na votação causou mal-estar no centro universitário, segundo funcionários que pediram para não serem identificados com medo de represálias.
"Ele disse que está magoado com os funcionários, mas ao mesmo tempo não abre uma conversa conosco", contou um colaborador.
Outra servidora disse que é muito comum ouvir rumores sobre possíveis demissões para o próximo ano. "É uma pressão constante e acredito que algumas pessoas serão mesmo dispensadas."
Oduvaldo Cacalano e a assessora de gabinete da reitoria Edna Mara dos Santos negam qualquer tipo de assédio moral.
"Todos são livres para votarem em quem quiserem, tenho liberdade com eles e sempre os tratei bem", diz Cacalano. O atual reitor afirma que pretende chamar os funcionários para saber quais são as principais insatisfações e descarta a possibilidade de demissões "sem que aconteça algo."
O Saae (Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar), seção do Grande ABC, não recebeu qualquer denúncia oficial dos funcionários.