Santo André e São Bernardo estão entre os municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes que mais registraram queda na incidência de Aids entre a população, segundo Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009, divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde. Em ambas as cidades, a redução foi superior a 50% no período de 1997 a 2007.
Com 51,7% de queda, Santo André está em terceiro lugar no ranking dos grandes centros urbanos com maior índice de redução dos casos da doença. São Bernardo ocupa a sexta posição na lista, com 51,1% de redução. No topo da lista está Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que registrou 72,5% de retração em 10 anos.
Também estão entre as cidades mais bem colocadas a Capital paulista (45,1%), Sorocaba (55,3%), Osasco (51,6%), São José dos Campos (47,1%), Curitiba (34,9%) e Londrina (28,5%).
Os dados mostram, ainda, que os casos de Aids começaram a crescer nas áreas menos populosas. Em 1997, a incidência da doença nos municípios com menos de 50 mil habitantes era oito vezes menor do que nas cidades com mais de 500 mil moradores. Dez anos depois, essa relação caiu para três vezes.
Ananindeua, no Pará, lidera o ranking de cidades que apresentaram aumento no número de casos, com crescimento de 380% nesse período. Em seguida, estão São Luis (272,1%), no Maranhão, e Teresina (254,4%), Piauí.
Sexo e faixa etária - De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de incidência de Aids em mulheres acima de 50 anos dobrou no período de 10 anos. O índice pulou de 5,2 casos por 100 mil habitantes em 1997 para 9,9 em 2007. Entre os homens da mesma faixa etária, a taxa avançou de 12 para 18.
A pesquisa divulgada hoje também aponta crescimento na taxa de Aids entre meninas de 13 a 19 anos. De 2,3 por 100 mil pessoas na década passada, a taxa passou para 2,7 em 2007. Por outro lado, o índice entre os adolescentes do sexo masculino diminuiu de 2,2 para 1,9.
O coeficiente de mortalidade entre crianças menores de cinco anos de idade caiu cerca de 70%. De acordo com a Pasta, a taxa de incidência de Aids nessa faixa etária é utilizada para monitorar a transmissão de mãe para filho do HIV, vírus causador da doença.
Entre os homossexuais de 13 a 24 anos, o País registrou um aumento de 14,2% na incidência de Aids. E desde 2000, o coeficiente de mortalidade no Brasil permanece estável, com cerca de seis mortes por 100 mil habitantes.