O grande vencedor do concurso Desafio de Redação, promovido pelo Diário, foi o estudante do 3º ano Alexandre Agostinho, 17 anos, aluno do Centro Educacional Sesi 166, de Santo André. Os ganhadores foram anunciados ontem, no ginásio da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), Agostinho ganhou uma bolsa de estudos integral para qualquer um dos cursos da USCS. Em sua terceira edição, o tema da redação deste ano era Água: A Vida do Planeta. No total, foram lidos 146 mil textos de alunos dos ensinos Fundamental e Médio.
Agostinho relatou em seu texto, em formato de carta, os problemas gerados pela falta de água no futuro. "Ter chegado aqui e ganho foi maravilhoso. Será um presente para minha mãe, que faz aniversário hoje (ontem) e é professora do Ensino Fundamental", declarou Agostinho, que também levou o prêmio de melhor redação por cidade. Segundo Angélica dos Santos, diretora da escola, o vencedor, que já havia participado da segunda edição, em 2008, é um bom aluno e mereceu ganhar. "Eu sempre gostei de escrever e é um sonho poder um dia publicar livros", relatou o estudante.
Além da bolsa, foram entregues cinco computadores para os primeiros lugares de cada categoria, com exceção da quarta, que ganhou a bolsa, seis televisores 20 polegadas para os segundos lugares e 33 bicicletas para os melhores textos de cada cidade.
EMOÇÃO - A professora de Redação Edna Aparecida Franceschini, da EM Professora Alcina Dantas Feijão, de São Caetano, era uma das mais emocionadas com a premiação. "Ela é minha aluna e a gente fica orgulhosa com o resultado", disse Franceschini, enxugando as lágrimas, apontando para a aluna Yasminn Brito Onça, primeiro lugar na categoria 3, de 1º e 2º anos do Ensino Médio. "Estava muito triste no dia que fiz a redação. Então, acabei escrevendo como se fosse a própria água falando de si mesma, lamentando como todos estão tratando", declarou Onça.
Girrana Rodrigues Teixeira, da EE Prof Clóvis de Lucca, de São Bernardo, vencedora da segunda categoria (8º e 9º anos) teve ideia semelhante: "Tentei ser a água por um dia e entendi melhor a relação que ela tem com a vida."
Tema de redação gerou reflexão em participantes
O tema da redação deste ano fez com que os estudantes refletissem sobre a importância de usar a água com racionalidade, como Rebeca Henrique da Silva, vencedora da primeira categoria, de 6º e 7º anos do Ensino Fundamental. Muito emocionada ao receber o prêmio, ela contou como se inspirou para fazer a redação: "Escrevi como se fosse uma carta do planeta Terra contando sobre o que a falta de água vai causar a ele". A aluna do 6º ano não possuía computador mas já tinha experiência em outros concursos. "Ganhei um de poesia e ela foi até publicada num livro", contou.
Graziela Rodrigues, 16, da Escola Estadual Professora Neusa Figueiredo Marçal, escreveu sobre as enchentes da região Sul do País e da seca no Nordeste, além da poluição das águas nas grandes cidades.
Já Guilherme Constantino, 16, do 2º ano do Ensino Médio, da EE Dr. Generoso Alves de Siqueira, de Santo André, fez uma carta como se estivesse no ano 2025: "Era um primo escrevendo para o outro lamentando a falta d''água, lembrando de quando eles eram pequenos e desperdiçavam."
Torcidas se enfrentavam antes da premiação
O clima de grande final antes do anúncio dos ganhadores do concurso Desafio de Redação, do Diário, era de muita descontração e euforia no ginásio esportivo da USCS. Agitadas pela música alta que tocava, as torcidas se enfrentavam para ver qual era a mais animada e tinha a melhor coreografia.
Nessa categoria, quem acabou se destacando foi o estudante Lucas da Silva, 12 anos, aluno da Escola Prestes Maia, de São Bernardo. Sua imitação do músico norte-americano Michael Jackson arrancou muitos aplausos e gritos das torcidas. Por conta disso, convidado pelo apresentador, ele acabou indo dançar no palco montado no centro do ginásio.
"Eu e meus amigos sempre fazemos exibições quando vamos em festas e na escola. Na minha redação, um menino ficou famoso por imitar o Michael Jackson e por proteger a água do planeta", relatou o pequeno Michael.
Laís Lira Figueiredo, aluna do 7º ano da Emef Professor Olyntho Valteralli Filho, estava animada e apostava que poderia levar algum dos prêmios: "Falei sobre a importância da conscientização sobre a preservação da água e do ambiente", disse a estudante.
"Só de vir aqui já está bom. O que vale é participar", declarou Jackeline Bassaneto, 12 anos, da mesma classe de Laís.