A população de Mauá está descrente com o poder público. Diversas pessoas ouvidas pelo Diário declararam não acreditar que a nova lei que estabelece 15 minutos como tempo máximo de espera nos pronto-socorros de Mauá ‘vai pegar''. A votação da lei foi adiada por duas sessões. "Não soube dessa lei, mas sei que não vai dar certo. Se no banco que é privado não deu certo, imagine no serviço público daqui", disse Samara Lacerda Cavalcanti, que aguardava a prima, com dores na barriga e febre, ser atendida no Pronto-Socorro do Hospital Doutor Radamés Nardini, Vila Bocaina.
Todos os entrevistados compararam, espontaneamente, a lei proposta pelo vereador Edgard Grecco (PDT) com a lei da fila dos bancos, de 2005, que prevê multas para as instituições que não cumprirem os limites estabelecidos para o tempo de espera nas agências.
"A lei precisa partir de algum estudo e estar em sintonia com a realidade. É apenas um instrumento de algo maior, como uma política pública de saúde", afirmou Rui Tavares Maluf, cientista político da Fundação Escola de Sociologia e Política.