A boa posição no IVJ Violência (Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência) não é primeiro índice de destaque indicando a boa qualidade de vida de São Caetano neste ano. Em agosto, o município foi o primeiro colocado no IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal), e em setembro, levou o posto de quinta melhor cidade para se trabalhar no Brasil.
No ranking da Firjan, São Caetano ficou com 0,9524 (numa escala de zero a 1). Em termos comparativos, a pior colocada foi Santa Luzia (BA), com 0,2928, em 5.560º lugar.
O IFDM analisa mais de 5.500 municípios do País e faz um cruzamento de dados nos quesitos emprego e renda, educação e saúde referentes a 2006.
O atraso de três anos é referente ao tempo necessário para que os ministérios consolidem os dados. Mesmo assim, o índice é hoje o instrumento mais eficiente para se avaliar o desenvolvimento no Brasil. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), da ONU (Organização das Nações Unidas), seria o mais próximo do IFDM, mas utiliza dados referentes ao censo, que é feito a cada dez anos. No último ranking que avaliou os municípios, em 2000, São Caetano conquistou a melhor pontuação do Brasil com 0,919.
Trabalho -A pesquisa que apontou São Caetano como a quinta melhor cidade para se trabalhar foi coordenada pelo professor Moisés Balassiano, da FGV-RJ (Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro). O levantamento, que teve como objetivo avaliar o potencial dos municípios para gerar condições de desenvolvimento pessoal e profissional, levou em consideração três critérios básicos: Educação, serviços de Saúde e vigor econômico. Nesse último quesito, São Caetano teve a segunda melhor avaliação nacional, ficando atrás apenas de Barueri.
Nessa esfera, foram observados o PIB (Produto Interno Bruto) e a arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviços) dividido pelo número de habitantes.
Falta de trabalho e estudo traz riscos
O Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência mostrou que a faixa de jovens com idades entre 18 e 24 anos que não realizam funções remuneradas e não estudam formam o grupo no qual a taxa de mortalidade é maior.
Na contramação da vulnerabilidade está a auxiliar de escritório Bianca Villani Petrosink, 20, moradora de São Caetano, que no início do ano ingressou no programa Agente Cidadão, da Prefeitura,que visa inserir os jovens no mercado de trabalho. São pagos R$ 180 mensais, mais cesta básica, por um turno de trabalho de quatro horas diárias, de segunda a sexta-feira.
Para Bianca, a oportunidade representou experiência profissional e um novo currículo. "Antes só havia trabalhado como balconista e rececpionista, mas a partir do programa consegui algo melhor." Há um mês, ela foi contratada por um escritório de advocacia no Centro de São Paulo, onde terá oportunidade de fazer carreira.
"A experiência foi muito válida. Pretendo investir no ramo e fazer faculdade. O programa foi fundamental na minha vida porque eu precisava trabalhar", conta a auxiliar. Filha de cabeleireira e com o pai desempregado, ela diz que os dois irmãos mais velhos também trabalham e todos ajudam no sustento da casa.