Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Ministério da Justiça e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que São Caetano está entre as cidades brasileiras com menor exposição dos jovens à violência. No ranking que classifica os 266 municípios do País com mais de 100 mil habitantes, São Caetano aparece no 265º lugar, atrás apenas de São Carlos (SP).
O IVJ (Índice de Vulnerabilidade Juvenil à violência) foi calculado em todo o País com base em informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Fizeram parte dos critérios de avaliação o índice de homicídios, acidentes de trânsito, acesso à escola e emprego, grau de pobreza e desigualdade social.
Dessa forma, Itabuna (BA), Marabá (PA), Foz do Iguaçu (PR), Camaçari (BA), Governador Valadares (MG), Cabo de Santo Agostinho (PE), Jaboatão dos Guararapes (PE), Teixeira de Freitas (BA), Serra (ES) e Linhares (ES) aparecem como os municípios brasileiros com maior vulnerabilidade dos jovens à violência.
Na outra ponta, as cidades com menor IVJ são São Carlos, São Caetano, Franca (SP), Juiz de Fora (MG), Poços de Caldas (MG), Bento Gonçalves (RS), Divinópolis (MG), Bauru (SP), Jaraguá do Sul (SC) e Petrópolis (RJ).
Outras cidades da região - Depois de São Caetano, Santo André foi a cidade do Grande ABC mais bem colocada no ranking de IVJ, aparecendo na 229ª colocação entre os 266 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes (quanto maior a posição no ranking, melhor a classificação). A vulnerabilidade dos jovens à violência foi considerada baixa.
Depois vêm Ribeirão Pires (214ª, vulnerabilidade média-baixa); São Bernardo (174ª, vulnerabilidade média-baixa); Mauá (143ª, vulnerabilidade média-baixa); e Diadema (133ª, vulnerabilidade média-baixa).
A pesquisa - O levantamento concluiu que a faixa etária com maior risco de perder vidas por causa da violência é a compreendida entre 19 a 24 anos.
Também de acordo com o estudo, há relação direta entre violência e participação no mercado de trabalho e escolaridade, uma vez que os jovens de 18 a 24 anos que não realizam funções remuneradas e não estudam formam o grupo no qual o IVJ se apresenta em patamar mais elevado.
O indicador ainda confirmou que as pessoas que residem em domicílios com assentamentos precários, como favelas, são as mais expostas à violência; e que os municípios que menos investem em segurança pública são os que mais expõem seus jovens a esse problema. Na prática, as cidades onde a vulnerabilidade juvenil é muito alta, a despesa com segurança pública, em 2006, foi de R$ 3.764 por mil habitantes, enquanto nas localidades com incidência baixa do índice, houve um investimento de R$ 14.450 por mil habitantes.
"Fica cada vez mais clara a lógica de que somente com investimentos em segurança pública, com volume e geridos com eficiência, combinados com ações de integração social e cidadania, é que se torna possível o enfrentamento da violência", afirma o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.