POLÍTICA


segunda-feira, 23 de novembro de 2009 16:50

Brasília é palco de protestos contra e pró-Ahmadinejad

Da Agência Brasil

3 comentário(s)

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, foi recebido nesta segunda-feira, ao chegar ao Palácio do Itamaraty, em Brasília, por cerca de 100 manifestantes. No grupo, havia ativistas favoráveis e contrários à presença do líder iraniano no Brasil.

Entre os favoráveis estão os que criticam o chamado imperialismo norte-americano e apreciam os governos do venezuelano Hugo Chávez e do boliviano Evo Morales.

O grupo dos que são contra a visita é formado por representantes da comunidade judaica, entre eles um sobrevivente do Holocausto (execução em massa de judeus e de outras minorias durante o nazismo), já que Ahmadinejad alegou que o Holocausto "não existiu".

O aposentado Ben Abraham passou por diversos campos de concentração durante um período de cinco anos e meio - incluindo o de Auschwitz, na Polônia. Abraham classificou as declarações de Ahmadinejad de "absurdas".

"O presidente do Irã, mesmo com sobreviventes do nazismo, como eu e outros, nega o Holocausto. O tempo está passando. Quando o nazismo começou, eu tinha 14 anos. Vou completar 85 anos. Enquanto houver sobreviventes do nazismo, está bom. Mas e depois? Como negar essas atrocidades?", reagiu Abraham.

Outro lado - O coordenador nacional do Movimento Democracia Direta, Acelino Ribeiro, levantou faixas de boas-vindas ao líder iraniano e disse que a visita deve ficar marcada na história de ambos os países. Ele se diz convencido de que Lula e Ahmadinejad vão discutir propostas que contribuam para um projeto de luta pela paz mundial.

"Ahmadinejad poderá construir esse projeto na defesa da soberania do povo iraniano e do povo latino-americano, principalmente no Brasil e na Bolívia, países que dispõem de recursos naturais cobiçados pelo imperialismo, mas que podem melhorar a vida e as condições de nossos povos."

Ribeiro mostrou-se favorável, inclusive, à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Irã - que deve ocorrer entre 10 e 16 de março do próximo ano. Segundo ele, Lula e Ahmadinejad podem facilitar o caminho para que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negocie com o Irã o uso "pacífico" do programa de energia nuclear.

 




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Comentários

CLAUDIO LUIZ PESSUTI

23/11/2009 às 23:31

bem , já veio o representante de Israel, país que desobece continuamente resoluções da ONU, e empreendeu no final do ano passado uma guerra genocida contra crianças , mulheres e idosos palestinos.Que nega água aos palestinos, construi um muro de segregação e desrespeita todos os acordos de paz.Não precisa de Bin Laden.

sobrinho

23/11/2009 18:39

So porque o Irã deselvolve arma nuclear fazem protesto porque não protestar contra a matança de inocente que os estados unidos fazem nos paises que declara guerra, o brasil que não se cuide que logo será alvo do mesmo.

Carlos

23/11/2009 às 17:49

Quem será o próximo convidado do Lula? O Osama Bin Laden?