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quinta-feira, 12 de novembro de 2009 8:00

Comerciantes lamentam prejuízos com blecaute

Evandro Enoshita
Diário do Grande ABC

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Os comerciantes do Grande ABC amanheceram contabilizando os prejuízos que sofreram com o apagão que atingiu 18 Estados brasileiros. Refrigeradores quebrados e contas que tiveram que ser penduradas foram as principais reclamações ouvidas pelo Diário ontem.

Dono de uma padaria no centro de São Bernardo, o comerciante José Zotini, 80 anos, olhava desolado para os balcões refrigerados e geladeiras paradas, enquanto pensava em uma forma de evitar a perda da mercadoria.

"Dez motores de geladeira quebraram. Acho que vou ter que correr para colocar os produtos na câmara fria. Estimo um prejuízo de cerca de R$ 2.000. Será preciso gastar um dinheiro que eu não tenho (para arrumar os motores queimados). Não tenho outra opção", lamentou Zotini.

Prejuízo semelhante teve um restaurante e pizzaria do Jardim do Mar, na mesma cidade. Não bastasse a geladeira queimada, houve também perda de mercadorias e de outros equipamentos.

"Além da geladeira em que estavam guardados os ingredientes para a preparação das pizzas, a central de PABX queimou. Ainda não sabemos exatamente qual será o prejuízo, mas, seguramente, perdemos mais de R$ 2.000 em matéria-prima e equipamentos", disse o gerente Carlos Pegini, 51.

O blecaute causou também contratempos para quem depende de sistemas informatizados.

Sem eletricidade, as redes de computadores e de telefonia celular entraram em colapso, tornando inoperantes máquinas de cartões de débito e crédito.

Gerente de uma padaria 24h no bairro Jardim, em Santo André, Liliane de Souza, 28, destacou que espera o retorno de vários clientes que não puderam saldar suas dívidas.

"Trabalhamos com um esquema de comandas, em que o valor gasto só pode ser levantado pelo computador. Assim, muita gente saiu sem pagar porque não tinha papel-moeda ou porque não dava para saber quanto tinha gasto", contou.

Em outro ponto do bairro, entretanto, o caixa de uma lanchonete se vangloriava de não ter deixado ninguém sair sem pagar a conta. "A casa estava cheia, mas continuamos trabalhando e todo mundo pagou", ressaltou Danilo de Paiva Ferreira, 24.




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