O maior apagão da história do País havia acontecido quando dez Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste foram afetados e a situação se normalizou apenas quatro horas depois.
Era 11 de março de 1999 e cerca de 60 milhões de pessoas em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul ficaram sem energia elétrica. O estrago se estendeu a algumas cidades da Argentina e do Paraguai.
A explicação por parte do governo federal foi dada apenas 20 horas depois, alegando como motivo do blecaute a queda de um raio na subestação da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), em Bauru, interior de São Paulo.
À época, o Ministério de Minas e Energia afirmou que o acidente provocou o desligamento de cinco linhas do sistema, o que fez com que a Usina de Itaipu - a culpada da vez - ficasse sobrecarregada. A oferta de 35,7 mil megawatts, de uma hora para outra, caiu para 13 mil megawatts.
Técnicos da Cesp disseram que o local é protegido por pára-raios, mas a faísca havia driblado o sistema e atingido um isolador. Entretanto, estudos meteorológicos comprovaram que não houve tempestade de raios na região no dia do blecaute.
Mais tarde, o ministério admitiu que havia redução dos níveis de segurança e manutenção da subestação.
O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) ressaltou que se as obras de construção de algumas linhas de transmissão e usinas geradoras de energia estivessem concluídas, o apagão poderia ter durado menos tempo e gerado prejuízos menores.
Antes desse blecaute, o então considerado como o maior da história brasileira aconteceu em 1985, afetando nove Estados e sendo superado em três horas.