Em vigor a partir desta semana, a nova Lei da Adoção (nº 12010/09) vai burocratizar o processo na opinião do juiz da Vara da Infância e Juventude de São Bernardo, Luiz Ditommaso. O magistrado explica que a legislação prioriza a família de origem (pais biológicos e parentes com vínculo afetivo) e torna mais morosa a ação de destituição do poder familiar, último passo antes da adoção. Para ele, a família substituta sempre foi a última opção à criança ou adolescente que não pode ser mantidO no âmbito familiar, por isso a lei não traz mudanças.
A promotora da Infância e Juventude de São Caetano, Elaine Caravellas, concorda. "A Lei veio para fortalecer os vínculos familiares e reforçar que adoção tem de ser usada como último recurso, o que já é feito na cidade."