O juiz federal Ali Mazloum, que mandou Protógenes Queiroz para o banco dos réus e ordenou uma devassa nos arquivos secretos da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) pode ser removido compulsoriamente da 7ª Vara Criminal Federal, da qual é titular.
Alvo de processo administrativo disciplinar em curso no Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF 3), Mazloum começou a ser julgado em sessão do Órgão Especial da corte ocorrida no dia 10.
O placar contra o magistrado é arrasador - os primeiros cinco votos, puxados pelo desembargador Paulo Octávio Baptista Pereira, relator da ação, impõem a punição a Mazloum. Quatro votaram pela remoção e um, pela pena de censura.
O julgamento, que corre sob sigilo, foi interrompido pela desembargadora Suzana Camargo, que pediu vista dos autos.
Para evitar o revés, Mazloum entregou domingo ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) "pedido de providências" com liminar para imediata suspensão do processo. Colegas de Mazloum, inclusive desembargadores federais, veem "pressão política" no episódio.