Diário do Grande ABC

CULTURA & LAZER


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008 7:31

Que tal um emprego idiota em 2009?

Melina Dias
Do Diário do Grande ABC

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Livros são sempre uma boa pedida para presente. Se for leve e divertido então, dificilmente tem como errar. É o caso de 100 Empregos Idiotas... E Como Consegui-los (Panda Books, 264 págs., R$ 35, em média).

O bom humor já começa na descrição da biografia do autor: "Stanley Bing escreve sobre empresas e empregos desde seu primeiro emprego idiota, em 1982, que não era muito diferente do emprego idiota que ele tem agora, embora fosse mais modesto. Atualmente, é executivo ultra-sênior de uma gigantesca empresa cuja identidade é um dos segredos mais bem guardados do mundo dos negócios, piada que ele vem usando há dez anos, pois sempre acreditou que, se um determinado trabalho idiota funciona, geralmente é melhor mantê-lo." A sério, ele tem passagens por revistas como Esquire e Fortune, além de outros livros publicados.

Neste novo título ele realiza uma pesquisa insólita ao descrever 100 empregos nonsense e o dinheiro que geram, as tarefas e atividades que implicam (quando implicam), e dá exemplos famosos e bem-sucedidos de cada um deles. Sua ambição é ainda ensinar ao leitor o caminhos das pedras com estratégias como conseguir se tornar um profissional que ninguém sabe direito o que faz, ganha bem e, geralmente trabalha pouco.

Entre a centenas de profissões idiotas esquematizadas por Bing estão consultor de feng shui, amigo de rapper, guru, headhunter, autor de best-seller, "escritor desse livro" , médico ayurvédico, palestrante motivacional, puxa-saco corporativo, vice-presidente dos Estados Unidos, ser a imagem de uma marca, ser Donald Trump, testemunha perita, e por aí vai.

Antes, porém, o autor discorre sobre o que acredita ser idiotice, tarefa que também considera uma idiotice,mas ressalta, assim como há arte boa e ruim, existe a idiotice saudável. Ele até arrisca um curso rápido de idiotice e mostra como ela é útil aos enroladores das mais diversas áreas. Os políticos que o digam.

OUTROS LANÇAMENTOS

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Diário de Guantánamo (Larousse, 318 págs., R$ 59,90), a advogada e jornalista Mahvish Rukhsana Khan relata sua experiência como intérprete na absurda prisão que supostamente abriga inimigos dos Estados Unidos, capturados no Iraque e Afeganistão. O local é ilegal e os EUA não permitem nem que a ONU fiscalize o tratamento dados aos prisioneiros.

- Para Francisco (Arx, 192 págs., R$ 30) nasceu de um blog que a autora, a publicitária mineira Cristiana Guerra, escrevia para seu filho que iria nascer, quando há dois meses do parto, seu marido teve morte súbita. Os sentimentos experimentados pela experiência de ser mãe e viúva ao mesmo tempo estão dispostos com realismo e poesia.

- A Casa do Califa (Roça Nova, 351 págs., R$ 50, em média) integra a série de cadernos de viagem da editora. O autor de livros de turismo Tahir Shah conta de forma divertida a aventura de sua família ao se mudar de Londres para uma mansão em Casablanca, no Marrocos. O que parecia o início de uma tranqüila fase na vida torna-se uma sucessão de surpresas.

- A História de Despereaux (Martins Fontes, 264 págs., R$ 32) é indicado para crianças. A autora Kate DiCamilo narra a saga de um camundongo apaixonado por música e por uma princesa chamada Ervilha. Esses e outros personagens embarcam numa viagem que os leva a um horrível calabouço, a um castelo reluzente e, finalmente, para dentro da vida uns dos outros.




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