Economia

Bolsa fecha em nível recorde pelo 3º dia e acumula ganho de 2,67% na semana


A semana chega ao fim com o Ibovespa acumulando ganho de 2,67% no período e renovando máxima de fechamento pela terceira sessão consecutiva, firmando-se acima dos 111 mil pontos. Nesta sexta-feira, 6, o principal índice da B3 fechou em alta de 0,46%, a 111.125,75 pontos, elevando os ganhos no ano a 26,44%. O giro financeiro da sessão foi de R$ 17,9 bilhões e, na máxima intradia, o Ibovespa foi hoje aos 111.429,66 pontos.

No exterior, o dia também foi positivo, com ganhos em torno de 1% nos três índices de referência de Nova York, que encerraram a semana praticamente no zero a zero. Contribuiu para o desempenho positivo na sessão a forte leitura sobre o payroll de novembro, bem acima do esperado e confirmando a percepção de que a economia americana se mantém sólida, apesar da prolongada disputa com a China.

No Brasil, a semana viu o dólar se acomodar a R$ 4,14, após ter tocado pico histórico de R$ 4,27 na semana anterior, em meio a dúvidas sobre a dinâmica negativa na conta corrente do balanço de pagamentos e a comentários ruidosos do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o nível do câmbio. Nesta sexta-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 0,99%, a R$ 4,1469, acumulando queda de 2,21% na semana.

Assim, passado o barulho, tanto o dólar como a curva de juros voltam a se acomodar após o ajuste da semana anterior, estimulando rebalanceamento de carteiras que já vinha em curso, em meio à perspectiva de ciclo virtuoso de baixa inflação, juros reduzidos e recuperação econômica bem como dos resultados das empresas, ainda que gradual.

Para Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos, a dinâmica positiva do PIB no terceiro trimestre, que tende a se estender ao ultimo trimestre e contribuir para o início de 2020, é um fator que contribui para a posição negociadora do governo sobre as reformas estruturais - ainda que o próximo ano tenda a ser ainda mais curto para os legisladores, em razão de eleições municipais que devem esvaziar Brasília no segundo semestre.

No exterior, o quadro de fundo é o mesmo, a disputa EUA-China, com a data de 15 de dezembro permanecendo como a chave do que pode vir a seguir. "Se houver algum acordo ou se ao menos não elevar tarifas e as negociações prosseguirem, com nova data, ainda há espaço para a Bolsa subir mais", diz Solange. Por outro lado, se prevalecer o cenário extremo, de elevação de tarifas pelos EUA, a tendência é de forte ajuste negativo na Bolsa, na medida em que esta possibilidade parece ter se minimizado entre os investidores.

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