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MTST ocupa sede da Secretaria de Habitação do governo estadual

 Integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) ocuparam, ontem, a sede da Secretaria Estadual de Habitação de São Paulo, na tentativa de reverter a reintegração de posse de terreno ocupado pelo movimento social em São Bernardo. Lideranças do grupo cobram do governo do Estado avanços no cadastro de famílias que ocupam, desde o dia 2 de setembro, o terreno particular localizado no bairro Assunção.

A medida havia sido anunciada no fim de outubro pelo governo do Estado após integrantes do MTST realizarem passeata até a sede do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

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Na ocasião, o secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia (DEM), chegou a garantir ao grupo que analisaria o cadastramento de demanda social das famílias instaladas em área de propriedade da MZM Incorporadora. No entanto, até o momento as negociações não avançaram.

Embora tenha agendado para segunda-feira reunião com representantes do Gaorp (Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse), onde o tema poderá ser debatido, lideranças do MTST garantem permanecer na sede da Pasta até que uma solução seja encontrada.

“O movimento permanecerá por tempo indeterminado acampado na secretaria, buscando uma solução que assegure o direito à moradia das 8.000 famílias que ocupam o terreno e evite um despejo, que seguramente se transformaria numa tragédia social”, disse o MTST, em nota, publicada em sua página do Facebook.

De acordo com a Secretaria da Habitação, o governo estadual “tem mantido diálogo permanente com os representantes do MTST, por meio de audiências e conversas telefônicas, para tratar da ocupação de São Bernardo”. No entanto, não foi detalhado se o Estado analisa outras medidas para solucionar o impasse.

Ao todo, cerca de 900 integrantes do MTST ocuparam na tarde de ontem o prédio da Pasta, localizado na Rua Boa Vista, próximo à região comercial da Rua 25 de Março. Os funcionários não foram impedidos de trabalhar.

 

REUNIÃO

Recomendação feita pelo MP (Ministério Público), o encontro entre integrantes do Gaorp e lideranças do MTST, agendado para segunda-feira, é o único procedimento que impede a desocupação do acampamento instalado em área de 7.000 metros quadrados. Caso as tratativas não avancem, a Justiça deverá solicitar à Polícia Militar a reintegração de posse mediante força policial.

De acordo com o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), representantes legais das esferas federal, estadual e municipal, indicados por seus respectivos órgãos, serão convidados a participar da reunião.


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