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Memória

Publicado em quarta-feira, 10 de maio de 2017 às 07:00 Histórico

Técnicos formados no Grande ABC

“É preciso que façamos algo para que o Brasil se orgulhe de nós.”

Cf. mensagem estampada no convite da formatura desses jovens de Ribeirão Pires em 1970.

 

 

A história do Ensino Profissionalizante no Grande ABC aponta para várias escolas particulares, além de instituições públicas como o Senai e ETEs. O tema é abordado pelo pesquisador Pedro Cordeiro, da Associação Pró-Memória de Ribeirão Pires e ele próprio ex-aluno de uma dessas escolas, a Dezenove de Março, da sua cidade.

De Santo André, Cordeiro se lembra de escolas como a Continental, que ficava na Avenida Queiroz dos Santos, em parte do espaço hoje ocupado pela primeira loja da Coop; e a Piping, que ainda mantém cursos voltados à manutenção industrial. De São Caetano, os Cursos 28 de Julho, ao lado do antigo Cine Max, na Avenida Francisco Matarazzo, 153, primeiro andar, perto da estação ferroviária.

 

Crescia a indústria

Texto: Pedro Cordeiro

 

O momento era totalmente diferente, sem as crises política, econômica e o forte desemprego de hoje.

Na década de 1960, o Grande ABC passava por forte expansão econômica. Várias eram as empresas que se instalavam na região. Atrelado a esse fator a procura de mão de obra ficou valorizada.

Diante do quadro alentador, o professor Oswaldo Constâncio Qualhossi veio para Ribeirão Pires e instalou no ano de 1963 a Escola Dezenove de Março. Lecionava cursos de formação livre, ou seja, não tinha currículo para continuação dos estudos.

O objetivo: formar profissionais para atender a demanda que as indústrias necessitavam. Convidou outros professores que aceitaram o desafio.

A Escola Dezenove de Março localiza-se no Centro Alto de Ribeirão Pires, ao lado do Externato Nerina Adelfa Ugliengo e perto da Praça da Matriz. Funcionou até meados da década de 1970.

 

IMAGEM

Na foto, os formandos de 1970. Foi paraninfo o prefeito Antonio Simões; Sebastião Aparecido Lopes das Neves, o orador da turma; patrono, professor José Stockman Filho, inspetor do Departamento de Ensino Técnico.

Projeto de máquinas e ferramentas – Claudio Teixeira, Fernando José Ferreira Cardoso, Takemi Ito e Silvio Leni Talioli.

Mecânica de máquinas – Adelino Lopes das Neves, Alécio Botacim, Antonio Asnar Perillo, Antonio Zacarias de Ponte, Benedito Oliveira Matozo, Casimiro Henrique Nunes, Francisco Adêo, Francisco Del Dono Junior, Humberto Roncon, Jair Paulo Mazzuchetti, José Fernando da Silva Azevedo, Ladislau Csaba Zachár, Manoel dos Santos Oliveira, Manoel Geraldo Torres, Rubens Roncon Filho, Sebastião Aparecido Lopes das Neves, Sérgio da Silva Burattini, Silvio Alves Siqueira, Silvio de Siqueira e Victorio Ascencio Cordeiro.

Desenho técnico mecânico – Denival de Oliveira, Pedro Manoel Cordeiro e Seichiro Tanaka.

Professores – Oswaldo Constâncio Qualhossi, Jamil Luchezi, Sérgio Ferrari, Ezio Crivelari, Edson Campos, Waldir J. Di Santo e Hermínia Tavares.

 

FORMATURA

A turma de 1970 vestiu-se a caráter para a festa de formatura, dividida em dois dias: em 27 de dezembro, missa solene em ação de graças na Matriz São José, de Ribeirão Pires; à missa seguiu-se visita à escola; no dia 30, entrega de diplomas no Ribeirão Pires FC, com a participação da Banda Sinfônica Tocantins, que executou concerto clássico-popular.

FALECIMENTO

 

ISAURA ALVES CUSTÓDIO

(Ponte Nova, MG, 5-2-1930 – Santo André, 6-5-2017)

 

Dona Isaura nos ensinou sobre o ato religioso da encomendação das almas. Um rito praticado principalmente no Interior de Minas Gerais durante a Semana Santa. E perpetuado em poema do mineiro Altivo de Lemos Sette Câmara: “Quem é lá, detrás dos brancos muros? Sementes da eternidade, grãos meio nascituros? Quem vem lá? Ninguém secunda. É de Morte. Oremos: ‘Senhor Deus, misericórdia!’”

Dona Isaura, uma mulher sábia. De muito trabalho, em Minas e na Vila São José, em São Bernardo, onde vivia desde 1961. O marido, Adão Alves Custódio, o Adão Malaquias, labutando na Volkswagen, de prensista: dona Isaura cuidando dos oito filhos.

Precisava se virar, para cuidar dos filhos e conseguir dinheiro extra para o orçamento familiar. Assim, ela cultivou verduras na Vila São José, que vendia a quem aparecesse.

No começo, a vida num barraco; depois, a compra de um terreno e construção da casa própria. Um bom quintal, com várias árvores e canteiros de ervas medicinais preservadas até hoje, lembrando um pouco o sertão de Minas Gerais.

De Dona Isaura, gravamos: “Peguei muita lenha no mato. Onde está o Golden Park havia eucaliptos. A gente ia buscar lenha para cozinhar. Mesmo quando chegou o gás ainda tinha lenha lá. Mantenho o meu fogão a lenha. Para cozinhar feijão. Uso lenha das obras”.

Dona Isaura parte aos 87 anos. Não faz muito tempo, perdeu a única filha, Custódia. Ela deixa os filhos Braz, Antonio, Dario, Felipe, Helio, Ciro e Edson, 18 netos e dez bisnetos, em números de 2010, quando a entrevistamos. Ela foi sepultada no Cemitério da Paulicéia, em São Bernardo. Infelizmente, não verá o livro sobre a história da Vila São José, da qual ela é uma das principais participantes.

 

Diário há 30 anos

Domingo, 10 de maio de 1987 – ano 29, edição 6438

Manchete – Avião da Polônia explode no ar e mata 183 pessoas

 

Em 10 de maio de...

1912 – Mário Stangorlini nasce no Núcleo Colonial de São Bernardo. É autor do livro As Colônias do Bairro Assunção.

1952 – Inaugurado o grupo escolar provisório de São Bernardo, no salão paroquial da Matriz da Boa Viagem.

 

Hoje

Dia da Cozinheira

Dia do Guia de Turismo

Dia da Cavalaria

Dia do Campo

 

Santos do Dia

Damião de Molokai

Blanda

Nazário

João D’Avila

 

Municípios Brasileiros

Celebram aniversários hoje:

No Espírito Santo, Água Doce do Norte e Vargem Alta.

No Pará, Bom Jesus do Tocantins, Brejo do Araguaia, Cachoeira do Arari, Concórdia

do Pará, Curionópolis, Dom Eliseu, Garrafão

do Norte, Ourilândia do Norte, Pacajá, Parauapebas, Santa Maria das Barreiras,

São Geraldo do Araguaia, São João de Pirabas, São João do Araguaia, Tailândia e Tucumã.

Em Santa Catarina, Correia Pinto e Santa Rosa de Lima.

No Rio Grande do Norte, Doutor Severiano, Paraú, Pedro Velho e Timbaúba dos Batistas.

No Rio de Janeiro, Itaperuna.

No Rio Grande do Sul, Lagoa Vermelha.

No Mato Grosso, Luciara.

No Paraná, Maringá.

Na Bahia, Santa Luzia.

No Maranhão, São Francisco do Maranhão.



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