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Nair Lacerda, nossa intelectual maior


Ademir Medici

08/04/2017 | 07:00


 “A mulher paulista sabe agora que possui reservas enormes de energia, e capacidade imensa de trabalho e de dor. O 9 de julho foi como um toque de reunir, que a arrancou do marasmo e a manteve presa a um só anseio durante 80 dias; o triste remate da luta, as lágrimas da amarga humilhação, acabaram de despertar-lhe a inteligência e o sentimento”.

Cf. Nair Lacerda, em sua primeira crônica publicada, "A Tribuna", de Santos, 30-10-1932.

Nair Veiga Lacerda. Ela tinha menos de 30 anos quando publicou a primeira crônica. São Paulo acabara de sair ferido, mas orgulhoso, da Revolução de 1932, quando mostrou ao restante do País a necessidade de termos uma Constituição democrática. E a mulher paulista teve uma participação decisiva naquele momento, redescobrindo-se.

E a jovem Nair Lacerda, no momento dos acontecimentos, mostrou coragem para escrever num jornal importante o seu pensamento. Não parou mais. Subiu a serra. Alojou-se em Ribeirão Pires. Veio para Santo André. Tornou-se uma das mais premiadas tradutoras brasileiras, dominando quatro idiomas.

Sua grande obra foi oferecer a Santo André a primeira biblioteca pública, que hoje leva o seu nome: Biblioteca Nair Lacerda, que ela inaugurou em 1954 e que a teve como madrinha 33 anos depois, exatamente em 6-4-1987, por obra do prefeito Newton Brandão.

Fora há anos do trabalho público, mas produzindo intelectualmente como nunca, Nair Lacerda esteve na sua biblioteca e ajudou a descerrar o pano que cobria a placa com o seu nome.

(Dizem que não se pode homenagear alguém em vida com o seu nome num bem público. Bobagem. Mulheres como Nair Lacerda – e como Gisela Leonor Saar, de Rio Grande da Serra – devem ser reconhecidas em vida, sim. Nair Lacerda o foi; o que espera Rio Grande da Serra para reconhecer a importância da sua intelectual mais nobre, Dra. Gisela?).

PLACA

Quem for à Biblioteca Nair Lacerda verá a placa que Brandão descerrou 30 anos atrás. A data correta é 6 de abril, e não 8. Naquela noite, Santo André rendeu-se à sua grande cidadã.

Algumas gerações depois, Nair Lacerda continua a ser venerada por suas sucessoras na Biblioteca Pública. E o maior exemplo foi a digitalização de todas as suas crônicas, ou da grande maioria delas. Basta acessar a Internet. E ver o pensamento vivo de Nair da Veiga Lacerda. Santo André não pode esquecê-la.

PERFIL

Nascimento: Santos, 18-7-1903.

Falecimento: Santo André, 29-8-1996.

Jornalismo: trabalhou para o ‘Jornal de São Paulo’, ‘Diário de Santos’ e ‘A Tribuna’.

Tradutora: 200 títulos para editoras como a Saraiva, Mérito, Ibrasa e Companhia Editora Nacional.

Uma obra: “A idade de ouro no Brasil”, integrante da famosa coleção Brasiliana.

Teatro: traduziu obras clássicas, entre as quais “É proibido suicidar-se na primavera”, para Bibi Ferreira.

Prêmio: Jabuti, pela Câmara Brasileira do Livro, pelo conjunto do seu trabalho.

Santo André: Primeira secretaria municipal de Educação e Cultura.

Diário há 30 anos

Quarta-feira, 8 de abril de 1987 - ano 29, edição 6411

MANCHETE – Sarney (José, presidente da República)

pede rapidez para projeto da lei de greve.

SANTO ANDRÉ – A cidade, com população estimada em 650 mil habitantes, preparava-se para deslocar o eixo comercial para a Avenida Pereira Barreto; o magazine Mappin estava sendo construído; o Parque Central planejado; e a passagem do trólebus em fase de construção.

REVELAÇÃO – Ternura e brilho na nova estrela da TV Manchete: Angelica Ksyviskis, 13 anos, natural de São Bernardo, onde mora e estuda.

A menina Angelica gostaria de ser modelo profissional

e gravar um disco.

A jovem promessa, hoje realidade, foi fotografada

por Mauricio Pavan, repórter-fotográfico do Diário.

Em 8 de abril de...

1553 - O povoado de Santo André da Borda do Campo é elevado à categoria de vila. Antonio d’Oliveira, representando Martim Afonso e acompanhado do provedor Brás Cubas, levanta pelourinho na povoação fundada por João Ramalho, dando-lhe

o nome de Vila de Santo André. Uma vila que ficava no atual Grande ABC e que seria extinta sete anos depois, em 1560.

1917 - Paschoalino Assumpção nasce em Paranapiacaba. Ferroviário, servidor da Previdência Municipal de Santo André. Esportista e memorialista. Foi presidente da Liga de Futebol de Santo André. Criou e coordenou o Gipem - Grupo Independente de Pesquisadores da Memória. Um homem bom.

1957 - Instalado o Corpo de Bombeiros de Santo André, que nesta primeira experiência não prosperou.

1962 - Inauguradas as novas (e ainda atuais) instalações de

um cinquentão, o Instituto de Educação Américo Brasiliense,

de Santo André.

Municípios Brasileiros

Também celebram seus aniversários em 8 de abril:

Na Bahia, Caém.

No Maranhão, Coroatá.

No Rio Grande do Sul, Gravataí e Quaraí.

No Mato Grosso do Sul, Iguatemi e Nioaque .

No Pará, Santa Cruz do Arari

Em Pernambuco, Timbaúba.

Fonte: IBGE

Santos do Dia

Santa Júlia Billiart (1751 - 1816) fundou a Congregação das irmãs de Nossa Senhora de Namur.

Edésio

Máxima

Valter de Pontoise

Hoje

Dia da Natação

Municípios Paulistas

Santo André. São duas cidades e duas histórias. O município atual nasce como uma estação ferroviária, inaugurada em 16 de fevereiro de 1867.

Amparo. Capela de Nossa Senhora do Amparo é oficializada em 8-4-1829. O município surge em 1857, separando-se de Bragança Paulista.

Capital Brasileira

Hoje é o aniversário de Cuiabá, capital do Mato Grosso, fundada em 1727.

Nas Ondas do Rádio

Rádio ABC AM (1570) - Causas nobres. Associação Assistencial Anália Franco, de São Caetano. Entrevistado: Gilmar Talarico, presidente.

“Causas Nobres” celebra o quarto aniversário. O primeiro programa foi ao ar em 6-4-2013.

Produção: Luiz Carlos Gimenes; apresentação: Antonio Dalto. Hoje, às 10h.

Rádio Trianon AM (740); Universal de Santos (810). Quinta Avenida. Especial com Louis Armstrong, o jazz em pessoa, em raras e belas gravações. Produção e apresentação: Ronaldo Benvenga. Hoje, às 19h. Pela internet: radiotrianon.com.br; quintaavenida.mus.br e Scala 99 - grandeabcwebradio.com

Rádio Bandeirantes AM (840) e FM (90,9). Memória. Começa a série exclusivamente dedicada aos 80 anos da Rádio Bandeirantes, como conta o jornalista Milton Parron, coordenador do Cedom (Centro de Documentação e Memória da Band e produtor e apresentador de “Memória”.

Serão ao todo, até 20 e 21 de maio, sete programas totalmente voltados aos 80 anos da Bandeirantes.

Neste final de semana faremos uma digressão para levar o ouvinte ao ambiente da década de 30 em São Paulo, com enfoque na explosão industrial da cidade.

Hoje, às 23h, com reprise amanhã, às 5h. Produção e apresentação: Milton Parron.

Rádio ABC AM (1570). Portugal Trilha Nova. Mais de meio século no ar (1966-2017). As mais belas canções portuguesas, por intérpretes de Portugal e do Brasil. E mais: notícias, futebol, histórias, memória.

Produção e apresentação: Varela Leal, com Mimi Varela e Idalecio de Souza. Amanhã, do meio-dia às 14h.



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