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Água Santa arranca empate na estreia da Copa São Paulo

Não foi a estreia que o torcedor tanto aguardava. Tampouco o início que comissão técnica e jogadores esperavam. De certa maneira, o Espírito Santo chegou ao Estádio do Inamar como o time desconhecido do Grupo 26 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, encarando o Netuninho, que foi semifinalista no Estadual Sub-20 em 2017. Entretanto, os capixabas surpreenderam, abriram 2 a 0 no primeiro tempo e a equipe de Diadema precisou correr atrás do resultado para salvar um ponto no empate por 2 a 2, ontem à tarde.

A expectativa era grande sobre o representante diademense da Copinha. O desempenho no Paulista de juniores, quando foi eliminado na semifinal pela Ponte Preta, credenciava o time a uma das forças do grupo. E logo no primeiro minuto de jogo, em cabeçada de Lucas Gadelha, o goleiro Pedro fez grande defesa para salvar o Espírito Santo. Parecia o prenúncio de jogo fácil para o Água Santa. Só parecia.

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Pouco depois, aos seis minutos, a marcação deu bobeira, Marcinho recebeu na frente da área e bateu no canto de Julio Cesar, abrindo o placar para os capixabas. O Netuninho parecia atordoado. A bola queimava aos pés daqueles atletas de quem mais se esperava. E, para piorar, o goleiro visitante estava em tarde inspirada. Aos 17, fez grande intervenção em chute de Vinicius Curi.

Foi então que, aos 32, o prejuízo aumentou para o time de Diadema: Paulo recebeu enfiada pelo lado direito e bateu na saída de Julio Cesar: 2 a 0.

Para a segunda etapa o técnico Antonio Carlos promoveu três alterações logo de cara. A bronca no vestiário deve ter sido grande e surtiu efeito. Aos 30 segundos, João Victor recebeu carga na área e o árbitro marcou pênalti, convertido por Lucas Gadelha.

O Água Santa pressionou de todas as formas, exigindo outras defesas fundamentais de Pedro. Aos 41, porém, na base da pressão, o Netuninho igualou. Após bate-rebate na área e outra intervenção do arqueiro visitante, Richard empurrou às redes e definiu: 2 a 2.


DECEPÇÃO

Comandante da equipe de Diadema, Antonio Carlos gritou durante os 90 minutos, fez alterações para tentar mudar a postura em campo e, ao fim, culpou o fraco primeiro tempo do time pelo empate com o Espírito Santo. “A gente esperava vitória, mas futebol é caixinha de surpresa e fomos surpreendidos. Entramos meigos na partida e tivemos de correr atrás. Mexemos já no intervalo e deu certo, conseguimos buscar resultado para sair com moral”, ponderou. “Foi bem abaixo no primeiro tempo, entrou meio apático, achando que ia ganhar. Foi decepcionante empatar em casa, mas acendeu luz para resgatar nosso futebol. Creio nesses atletas.” 


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