Política

PPA Regional registra avanço tímido


Metas ousadas, resultados tímidos. Esse é o balanço das atividades do PPA (Plano Plurianual) Regional do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, confeccionado na antiga legislatura e que previa obras e atividades entre 2014 e 2017. O Diário mapeou as principais diretrizes da proposta de quatro anos atrás nas áreas de Saúde, Segurança Pública, Educação, Mobilidade Urbana, Turismo e Habitação e constatou que a maioria das promessas engatinha ainda ou sequer foi encaminhada.

O PPA Regional foi uma das principais bandeiras do ex-prefeito Luiz Marinho (PT), de São Bernardo, à época em que ele ficou à frente do colegiado de prefeitos. Plenárias foram realizadas nas sete cidades e a previsão era de investimento de R$ 118 milhões em recursos próprios para impulsionar obras e projetos. Até mesmo a então ministra do Planejamento, Miriam Belchior (PT), compareceu a um dos eventos e elogiou a iniciativa.

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O principal eixo do PPA Regional era Mobilidade Urbana, um dos grandes gargalos da região. E a única medida que avançou de fato foi a implementação de campanhas de respeito ao pedestre no trânsito – no caso, o Mister Mão.

Mas promessas como criar plano cicloviário regional, avançar na restrição do uso do automóvel, padronizar serviço de táxi e transporte escolar, acelerar construção de vias exclusivas de transporte público e criar sistema integrado de informações de mobilidade ficaram só no discurso. Algumas cidades chegaram a adotar ciclofaixas de lazer ou ciclovias, mas muito aquém do projetado à época.

Na área da Saúde, muitos eram os projetos, porém, raros se concretizaram. O principal deles foi a conclusão do Hospital de Clínicas de São Bernardo. Entretanto, o equipamento funciona abaixo da capacidade, uma vez que o município depende de ajuda externa da União ou Estado para custear as despesas. Mas a reforma completa do Hospital Nardini, em Mauá, e do Hospital Municipal, em Diadema, bem como o término do Hospital Ribeirão Pires não registraram avanços. O PPA Regional também previa a implementação de um hospital de retaguarda com 250 leitos com gestão do governo do Estado, o que também não ocorreu.

As conquistas mais destacadas no período foram a instalação de centro de gerenciamento de emergências, para prever chuvas a tempo de retirar famílias de áreas de risco, a construção do Centro Regional de Formação em Segurança Urbana, para capacitação de funcionários das GCMs (Guardas Civis Municipais) de cada cidade, e a implementação do conceito turístico na região.

Por outro lado, avanços significativos na urbanização de favelas, regularização fundiária, ampliação do ensino integral e aprimoramento no atendimento de alunos de 0 a 3 anos ficaram longe de serem atingidos. 

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